Por HUMBERTO BAÍA, de Caiena, Guiana Francesa
No último sábado (14), a cidade de Caiena foi sede do primeiro Encontro de Condutoras de Caminhão Pesado do Sexo Feminino. O evento reuniu profissionais de várias regiões da França e, principalmente, da Guiana Francesa, com o objetivo de encorajar outras mulheres a entrarem na profissão, tradicionalmente dominada por homens.
A presença de representantes de diferentes partes da França foi uma oportunidade para trocar experiências e fortalecer a rede de apoio entre mulheres motoristas.
Do Brasil, havia apenas uma condutora, Miriam Oliveira, que trabalha para a empresa Etecom transportando produtos perigosos, incluindo combustíveis. Com seu exemplo e determinação, Miriam espera inspirar mais mulheres a se juntarem a essa profissão.
“Meu objetivo é mostrar que conduzir um caminhão pesado não é um bicho de sete cabeças. O importante é ter jeito. E jeito, nós mulheres temos de sobra”, afirma Miriam.
Natural do estado do Amapá, ela tem se destacado em um segmento que enfrenta desafios, tanto em relação à segurança quanto à aceitação no mercado de trabalho.
Segundo dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), até o fim de 2022, apenas 3,4% dos motoristas habilitados para dirigir veículos pesados, como caminhões, ônibus e carretas, eram mulheres. Esse número mostra a necessidade urgente de incentivar a participação feminina nesse setor.
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Miriam foi a única brasileira no evento. Fotos: Humberto Baía/SN
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Dezenas de motoristas mulheres participaram do evento
O encontro não só promoveu a troca de experiências entre as motoristas, mas também destacou a importância da representação feminina nas estradas.
Além de abordar questões técnicas sobre a condução de caminhões, o evento contou com palestras motivacionais e workshops, que abordaram desde a segurança no trânsito até a superação de desafios enfrentados pelas motoristas.
A iniciativa reflete uma mudança positiva em direção à inclusão de mais mulheres na indústria do transporte, e eventos como esse são essenciais para desmistificar a ideia de que a profissão é exclusiva para homens.
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Miriam: “não é um bicho de sete cabeças. É jeito”
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Grupo de marabaixo participou do encontro
As organizadoras esperam que encontros futuros continuem a reforçar a força e a presença feminina nas estradas da França, Guiana Francesa e do Amapá.