Por SELES NAFES, de Macapá (AP)
Câmeras de segurança às quais o Portal SelesNafes.Com teve acesso revelaram a brutalidade com a qual um homem de 34 anos agrediu a companheira no município de Santana, a 17 km de Macapá. O acusado foi preso no último dia 19 por agentes da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam), após a Justiça decretar a prisão preventiva. Ele não teve imagem nem nome divulgados.
O crime ocorreu no dia 4 de janeiro no bairro Noa Brasília, após uma discussão dentro de um veículo. Nas imagens, é possível ver a vítima de 21 anos saindo do carro e tentando fugir, mas sendo agarrada pelos cabelos.
“A violência continuou na residência do casal, onde o acusado chegou a morder o braço da vítima e causar diversos hematomas e danos severos às suas mãos, arrancando uma de suas unhas naturais”, explicou a delegada Katiúscia Pinheiro, da Deam, responsável pelas investigações e que solicitou a prisão preventiva do companheiro.
Perfil violento
O acusado, que fugiu levando o celular da vítima, coleciona boletins de ocorrência por violência contra mulheres. São cinco registros, de acordo com o Sistema Nacional de Segurança Pública, feitos por uma ex-companheira, envolvendo crimes de ameaça, invasão de domicílio, stalking e lesões corporais.

Compaheiro agressor chega à Deam…

Apos ser preso por ordem da justiça
“As medidas protetivas diversas da prisão mostram-se ineficazes diante do desrespeito frontal às normas de convivência social e do padrão obsessivo e descontrolado demonstrado pelo indivíduo, razão pela qual representamos pela prisão preventiva do autor do fato”, disse a delegada, justificando a necessidade da prisão.
Na audiência de custódia, a prisão foi mantida e ele foi encaminhado ao Instituto de Administração Penitenciária (Iapen).
Katiúscia Pinheiro tem reforçado a importância das denúncias para que a polícia possa agir a tempo, antes de um possível feminicídio.
“É muito comum a vítima ter dificuldade para sair da situação de violência doméstica, seja por dependência emocional, seja por dependência financeira. Nesses casos, a população pode ajudar fazendo denúncias, porque, ainda que a vítima não consiga se desprender da situação imediatamente”.
