Da REDAÇÃO
Uma falha operacional em um dos equipamentos da sonda de perfuração que pesquisa a existência de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas, na costa do Amapá, paralisou temporariamente as atividades da Petrobras na região. O incidente, ocorrido a cerca de 160 quilômetros da costa de Oiapoque, resultou no vazamento de fluido de perfuração, mas a companhia garante que o material não oferece riscos ao meio ambiente e que a situação deve ser normalizada em até duas semanas.
Diferente do que ocorre em vazamentos de óleo, o fluido utilizado nesta etapa da exploração é uma substância necessária para a lubrificação e resfriamento da broca. De acordo com especialistas e técnicos do setor, o produto é considerado de baixo impacto, não se mistura à água da mesma forma que o petróleo e tende a se depositar no fundo do mar, sendo um incidente previsto em protocolos de segurança de campanhas de perfuração em águas profundas.
Fontes procuradas pelo Portal SelesNafes.Com explicam que a paralisação ocorre devido aos processos rigorosos de controle e segurança durante as perfurações que pesquisam a existência de petróleo na região. O vazamento, apesar de não prejudicar o ambiente, mobiliza uma investigação completa de todos os maquinários e procedimentos envolvidos no trabalho.

Petrobras estima que em duas semanas a operação de exploração na Margem Equatorial volte à normalidade. Foto: Ascom/GEA
A Petrobras emitiu um comunicado esclarecendo que todos os sistemas de monitoramento foram acionados imediatamente após a detecção da falha técnica. A empresa reforçou que não houve qualquer dano à integridade do poço e que o vazamento foi contido logo após o travamento do equipamento de perfuração.
Operação na Margem Equatorial
A sonda atua em uma região para o futuro econômico do Amapá e passará por uma revisão técnica detalhada antes de retomar a descida da broca. A expectativa da estatal é de que os reparos e as vistorias de segurança sejam concluídos nos próximos 15 dias, permitindo o retorno total das atividades.
A perfuração deste poço é cercada de grandes expectativas por parte do setor político e empresarial do estado, que vê na exploração de petróleo e gás na Margem Equatorial uma oportunidade de desenvolvimento econômico. Por se tratar de um teste de viabilidade, o rigor técnico é elevado, e qualquer intercorrência mecânica exige a suspensão imediata das operações para garantir que os protocolos ambientais rigorosos sejam cumpridos.

