Por SELES NAFES, de Macapá (AP)
Numa tentativa de pacificação, o conselho da Ordem dos Advogados do Brasil no Amapá decidiu na sexta-feira (30) criar uma comissão que debaterá critérios para a escolha do nome definitivo do auditório da entidade, no Centro de Macapá. Foi o primeiro passo para tentar resolver o impasse que gerou episódios polêmicos e revelaram o tamanho do racha e do desgaste da atual diretoria.
A placa com o nome do desembargador Manoel Brito foi arrancada no início do mês sem um processo administrativo, gerando trocas de acusações internas sobre a autoria da ordem para remoção.
Foi o então presidente da Ordem, Auriney Brito, quem decidiu homenagear o próprio pai com o nome do auditório sob a alegação de que se tratava de um pioneiro da advocacia e da entidade, um gesto que não foi digerido pela atual diretoria após a eleição conurbada de 2024, mas que ao mesmo tempo se manteve inerte sobre uma possível mudança.

Placa original foi arrancada há duas semanas gerando uma enorme polêmica interna
Esta semana, o presidente Israel da Graça colocou uma nova placa, maior que a primeira.
Internamente, membros do conselho avaliam que a homenagem não caberia pelo fato de Brito ter falecido como desembargador, cargo que ocupou após indicação do Ministério Público, onde exercia a função de procurador de justiça.
“Ele nem foi indicado pelo quinto da OAB. Fez carreira na magistratura”, lembrou um conselheiro durante a tensa reunião de ontem comandada pelo presidente da entidade, Israel da Graça.
A comissão terá 15 dias para definir critérios objetivos como currículo do advogado a ser homenageado, e subjetivos como condutas éticas ao longo da carreira, por exemplo. Logo em seguida, o conselho analisará o relatório e deve publicar um edital para a inscrição de nomes. O nome de Manoel Brito poderá concorrer.
