Câmara inicia processo que pode cassar vice de Furlan por rombo na Macapaprev e desvios em hospital

Denúncia que pede criação de Comissão Processante cita investigação sobre licitação do Hospital Municipal, saques milionários e queda de mais de R$ 76 milhões no fundo previdenciário
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Por SELES NAFES, de Macapá

Uma representação protocolada na Câmara Municipal de Macapá, nesta quarta-feira (11), pede a abertura de um processo que pode levar à cassação do mandato do vice-prefeito Mário Neto, que também estava acumulando a Secretaria de Finanças da prefeitura de Macapá. O pedido foi apresentado pela vice-presidente do Sindicato dos Profissionais da Educação no Estado do Amapá (Sinsepeap), Cleiziane Miranda da Silva, e deve ser analisado na sessão legislativa desta quinta-feira (12).

A denúncia sustenta que existem elementos suficientes para investigação contra o vice-prefeito, com base em trechos da decisão do Supremo Tribunal Federal que apura suspeitas de irregularidades na licitação para construção do Hospital Geral Municipal de Macapá. Segundo o documento citado, a investigação aponta indícios de fraude à licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro no processo da Concorrência Eletrônica nº 01/2023 da Secretaria Municipal de Saúde.

De acordo com a representação, Mário Neto integraria o núcleo de decisões da gestão Furlan, afastada pela Polícia Federal. 

Outro ponto destacado na denúncia envolve movimentações de quase R$ 10 milhões, sendo que a maior parte foi sacada em dinheiro por representantes da Santa Rita Engenharia. A PF afirma que pelo menos R$ 3 milhões foram depositados em valores menores em contas de duas clínicas ligadas ao casal Furlan.

Mário Neto (centro) ao do líder de Furlan na Câmara, vereador Bruno Igreja (camisa branca). Fotos: Reprodução/Instagram

Previdência

A representação também menciona suspeitas relacionadas à gestão da Macapá Previdência (Macapaprev). Segundo dados apresentados na denúncia, o patrimônio do fundo previdenciário teria caído de aproximadamente R$ 181,8 milhões em janeiro de 2023 para cerca de R$ 105 milhões em julho de 2024, uma redução superior a R$ 76 milhões, além de retiradas mensais consideradas atípicas que, em alguns casos, teriam ultrapassado a média de R$ 4 milhões.

Caso a denúncia seja aceita pelo plenário da Câmara, será formada uma Comissão Processante para apurar as acusações, podendo ao final recomendar a cassação do mandato.

Seles Nafes
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