Por OLHO DE BOTO, de Macapá (AP)
Um empresário, proprietário de uma revendedora de veículos, foi preso pela Polícia Militar nesta quarta-feira (25), na zona sul de Macapá, suspeito de manter duas pessoas em cárcere privado e agredi-las dentro do próprio estabelecimento.
De acordo com a denúncia repassada à polícia, um homem e uma mulher estariam sendo mantidos reféns em uma loja localizada na Rua Claudomiro de Moraes, no bairro Novo Buritizal, e uma das vítimas já havia sido ferida.
Uma equipe de radiopatrulha do 1º Batalhão se deslocou até o endereço informado e, ao chegar, fez contato com o proprietário do local, identificado como Flávio Gabriel dos Santos Silva. Ele afirmou aos policiais que não havia nenhuma irregularidade no interior da empresa.
Apesar da negativa, o comandante da equipe, sargento C. Júnior, decidiu realizar uma varredura no estabelecimento. Durante a inspeção, os policiais encontraram, dentro de um escritório, um casal visivelmente nervoso e assustado.

Empresário e outros suspeitos foram levados ao Ciosp após a ação policial. Fotos: Olho de Boto/SelesNafes.com
O homem, identificado como Arnaldo, apresentava ferimentos no braço e na mão esquerda e apontou o empresário como autor das agressões. Segundo relato da vítima, ele foi até a loja por volta das 14h30 para negociar uma dívida relacionada à compra de veículos, quando passou a ser, junto com a mulher, constrangido e ameaçado de morte pelo suspeito.
Ainda conforme Arnaldo, em determinado momento, Flávio Gabriel teria o atacado com uma faca. Mesmo tentando se defender com uma cadeira, ele acabou ferido. O homem afirmou também que, após algum tempo em cárcere privado, o empresário passou a ameaçá-lo com uma arma de fogo do tipo pistola e chegou a efetuar um disparo em sua direção.
Durante a ação, um terceiro homem teria tentado tomar a arma das mãos do empresário, momento em que houve um disparo acidental, que atingiu uma mesa dentro do escritório.
Os policiais realizaram buscas no local, mas a suposta arma de fogo não foi encontrada. No entanto, um projétil foi localizado no escritório e recolhido para perícia.
Diante das evidências, Flávio Gabriel e três funcionários que estavam no interior da loja foram conduzidos ao Ciosp do Pacoval para os procedimentos cabíveis.
