Por OLHO DE BOTO, de Macapá (AP)
Carlos Eduardo Santos Brito, de 22 anos, conhecido como “Boquita”, procurado pela Justiça do Amapá e apontado como o responsável pelo assassinato de um borracheiro em Macapá, morreu na manhã deste sábado (14) após entrar em confronto com policiais da Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas (ROTAM), no bairro Santa Rita, na zona sul da capital.
Boquita era investigado pela morte de Eldinei da Costa Gonçalves, de 44 anos, executado a tiros, em outubro do ano passado, no bairro Santa Rita, após dois suspeitos pedirem para encher o pneu de uma bicicleta antes de cometer o crime. O caso ganhou repercussão pela forma como o ataque foi praticado.

“Boquita” foi baleado após reagir à abordagem de equipes táticas dentro da residência. Fotos: Olho de Boto/SelesNafes.com
A ação de hoje que terminou com a morte do suspeito ocorreu durante a Operação RENOE (Rede Nacional de Operações Ostensivas Especializadas), que mobiliza unidades especializadas das polícias militares em todo o país com o objetivo de combater o crime organizado e o tráfico de drogas.
De acordo com o capitão Álvares, a equipe recebeu informações do setor de inteligência da Polícia Militar indicando que o foragido estaria escondido em uma residência na região.
“Desde o início da manhã estamos atuando na Operação RENOE, que tem o objetivo de combater o crime organizado e o tráfico de drogas. Recebemos informações da inteligência da Polícia Militar de que esse indivíduo estava homiziado nesse local”, explicou.

Suspeito era apontado como autor do assassinato de borracheiro. Foto: Olho de Boto/Arquivo SelesNafes.com
Segundo o oficial, quando os policiais chegaram ao endereço e entraram no imóvel, o suspeito reagiu atirando contra a equipe.
“Adentramos a residência, porém o indivíduo não colaborou com a Polícia Militar e efetuou diversos disparos contra a equipe. Na ação rápida, os policiais conseguiram neutralizar esse criminoso”, afirmou.
Ainda conforme o capitão, Carlos Eduardo possuía antecedentes criminais e também era investigado por envolvimento com o tráfico de drogas na região.
“Esse criminoso tem passagem pelo artigo 121, que é homicídio. Também tivemos informações de que ele traficava drogas e fazia parte de facções criminosas aqui no Estado do Amapá, sendo inclusive uma liderança local”, destacou.

Informações da inteligência levaram os policiais ao esconderijo
A Operação RENOE é coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP) e reúne forças especializadas de todo o Brasil. No Amapá, participam da ação equipes da ROTAM e do Batalhão de Força Tática.
O capitão ressaltou que o objetivo das equipes não é o confronto, mas a prisão dos suspeitos.
“A última alternativa é essa. A gente espera que o criminoso se renda para que possamos fazer a prisão e encaminhar para a delegacia. Porém, ele escolheu confrontar a Polícia Militar”, concluiu.
