Por PEDRO PESSOA, de Belém (PA)
*ATENÇÃO CONTEÚDO SENSÍVEL: Por se tratar de um caso sensível, trechos do depoimento foram preservados para proteger a vítima*
Trechos de um documento judicial envolvendo o cantor Bruno Mafra, da banda Bruno e Trio, passaram a circular nas redes sociais e trouxeram novos detalhes sobre os relatos de abuso que embasaram a condenação do artista.
O material integra o processo que tramita na Justiça do Pará e reúne depoimentos da vítima sobre episódios ocorridos durante a infância.
O que diz o processo
De acordo com os registros, a vítima afirma que os abusos teriam começado quando ela tinha cerca de 5 anos de idade. Um dos primeiros episódios teria ocorrido dentro de um carro, estacionado em via pública, em Belém.
O documento aponta que os crimes teriam sido praticados de forma reiterada ao longo dos anos, em diferentes ambientes, como a residência da família e a casa de parentes.

Cantor da banda Bruno e Trio foi condenado em segunda instância por abuso contra as próprias filhas
Ainda segundo o processo, há relatos de que o acusado se aproveitava de momentos de convivência familiar para se aproximar da vítima e cometer os abusos, utilizando a relação de confiança e autoridade.
O material também descreve situações em que a criança era exposta a conteúdos impróprios e incentivada a participar de comportamentos de natureza sexual, o que, conforme a acusação, fazia parte de um contexto de manipulação.
Os depoimentos indicam que, na época, a vítima não compreendia plenamente o que estava acontecendo, o que contribuiu para que os fatos só fossem denunciados anos depois, já na fase adulta.
Condenação mantida
O cantor foi condenado a mais de 30 anos de prisão em regime fechado, e a sentença foi mantida em segunda instância pelo Tribunal de Justiça do Pará.
A defesa nega as acusações, afirma que o processo ainda não teve decisão definitiva e informou que pretende recorrer às instâncias superiores.
