Por OLHO DE BOTO, de Macapá (AP)
Um esquema de desvio de combustível da CEA Equatorial foi desarticulado nesta terça-feira (5), na comunidade do Bailique, no Amapá. A ação foi conduzida pela 3ª Delegacia de Polícia (3ª DP) e contou com o apoio da 152ª Jornada Itinerante do Tribunal de Justiça do Amapá.
Após autorização judicial expedida durante o evento, a Polícia Civil do Amapá, com apoio do Batalhão Ambiental da Polícia Militar, cumpriu mandados de busca e apreensão relacionados ao furto do insumo destinado ao abastecimento de energia elétrica na região.
Durante as diligências em residências de quatro investigados — entre eles três funcionários da própria concessionária — foram apreendidos aparelhos celulares, duas armas longas e munições de diversos calibres.
A Equatorial revelou ao Portal SN a prisão dos três colaboradores por furto de óleo diesel ocorreu após apoio da empresa à Políia Civil durante a investigação.
“A empresa esclarece que o combustível é destinado à operação dos geradores que atendem o distrito e que adota medidas rigorosas de controle e monitoramento para garantir a regularidade do abastecimento e a continuidade do fornecimento de energia à população. A CEA Equatorial reforça que não compactua com qualquer prática irregular, segue acompanhando o caso e permanece à disposição das autoridades, contribuindo com as investigações”.
De acordo com o delegado Mauro Ramos, o funcionário autorizado pela CEA para armazenar o combustível seria o responsável pelo desvio, impactando diretamente o fornecimento de energia aos moradores do Bailique.
O combustível encontrado sob responsabilidade do funcionário apontado como autor do desvio foi apreendido e devolvido à equipe da CEA Equatorial, que acompanhou o desfecho da operação. A empresa não divulgou o quantitativo desviado, mas no local havia cerca de 20 mil litros, segundo estimativa de fonte consultada pelo Portal SN.

Cada recipiente possui mais de 1,2 mil litros

Celulares e armas apreendidos com os funcionários investigados
Os envolvidos foram presos e liberados após pagamento de fiança e responderão pelos crimes de furto qualificado pelo abuso de confiança e associação criminosa.
As investigações continuam com o objetivo de identificar os receptadores do material furtado e desarticular toda a cadeia criminosa. O caso é tratado como prioridade, devido à importância do fornecimento de energia para a população da região.
