DNIT culpa excesso de peso por acidente em ponte; tráfego é liberado para carros

Motorista é socorrido por morador. Órgão federal afirma que carreta transportava carga incompatível com a capacidade da ponte de madeira na BR-210
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Por RODRIGO ÍNDIO, de Macapá (AP)

Horas após uma carreta bitrem carregada de minério cair no Rio Água Fria, no limite entre os municípios de Pedra Branca do Amapari e Serra do Navio, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) se pronunciou oficialmente sobre o acidente que destruiu parcialmente uma ponte de madeira na BR-210. O superintendente do órgão no Amapá, Marcello Linhares, atribuiu o acidente ao excesso de carga e descumprimento das normas de trânsito.

Segundo o DNIT, o veículo envolvido no acidente pertence a uma categoria cujo tráfego não é permitido sobre pontes de madeira, conforme as restrições operacionais vigentes para o trecho. O órgão confirmou que o peso excessivo da carreta provocou o colapso parcial da estrutura, mas ressaltou que, apesar da gravidade das imagens que circulam na internet, não houve vítimas, sendo registrados apenas danos materiais.

Como medida imediata, o DNIT informou que o tráfego para veículos de passeio já foi liberado no local, sob o monitoramento de equipes técnicas. Para restabelecer o fluxo total da rodovia, operários trabalharão em regime de plantão 24 horas por dia nos reparos da ponte.

Em entrevista mais cedo ao Portal SN, o secretário de Transportes, Marcos Jucá, já havia adiantado que a ponte não apresentava sinais de fadiga ou apodrecimento da madeira, apontando a negligência das empresas de transporte como causa principal do acidente.

“O grande problema ali é que os veículos estão trafegando com peso muito acima do limite permitido para a ponte. O DNIT já alertou que a capacidade máxima é de 40 toneladas, mas as empresas continuam insistindo”, afirmou Jucá.

De acordo com a Setrap, carretas do porte da que se acidentou costumam transitar pela região central do estado transportando entre 70 e 100 toneladas de minério — até o dobro do limite técnico permitido. O secretário estadual também levantou a hipótese de que o motorista tenha saído dos “trilhos deslizantes” — as pranchas de madeira que reforçam o caminho das rodas — fazendo com que o peso se concentrasse em um ponto frágil da estrutura.

Embora o governo estadual tenha enviado técnicos para acompanhar a situação, a Setrap reforçou que a responsabilidade exclusiva pela fiscalização, manutenção e reconstrução do trecho da BR-210 é do governo federal, por meio do DNIT.

Seles Nafes
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