Por OLHO DE BOTO, de Macapá (AP)
Um homem investigado por homicídios e apontado pela polícia como matador de uma facção criminosa morreu durante uma troca de tiros com equipes do Grupo de Intervenção Rápida Ostensiva (Giro), do Bope, na madrugada desta quarta-feira (17), no Residencial Macapaba I, na zona norte de Macapá.
Segundo a polícia,
Isaías Araújo de Lima, de 29 anos, conhecido pelo apelido de “Cabuloso”, possuía antecedentes por roubo e tráfico de drogas e era investigado por participação em diversos homicídios relacionados à disputa entre facções criminosas na capital.
A Coordenadoria de Inteligência e Operações (Ciop) informou que Isaías estaria exibindo uma arma de fogo nas proximidades do bloco 30, quadra 7, do conjunto habitacional. Com base na denúncia, equipes do Giro foram ao local para averiguar a situação.
Segundo o relato policial, ao perceber a aproximação dos militares, o suspeito teria efetuado disparos contra a guarnição e corrido para o apartamento 103. Os policiais realizaram o acompanhamento e entraram no imóvel, onde ocorreu o confronto. Ao fim do tiroteio, o Samu foi chamado e conformou o óbito no local. Foi apreendido um revólver calibre 38, que, segundo a corporação, foi utilizado pelo suspeito para atirar contra a equipe.

Apontado como matador de facção, Isaías Araújo morreu após confronto com equipes do Giro no Macapaba. Fotos: Olho de Boto/SelesNafes.com
Conforme as investigações, Isaías era integrante da facção Família Terror do Amapá (FTA) e seria responsável por diversos ataques recentes ligados à guerra entre facções na cidade.
Abalado, o pai de Isaías esteve no local da ocorrência e relatou que tentou diversas vezes convencer o filho a abandonar o crime.
“Eu e minha esposa somos evangélicos. Ele tocava na banda da igreja, cantava e louvava com a gente. Depois abandonou tudo”, contou.

Pai diz que o filho tocava na igreja e que tentou convencê-lo a abandonar o crime
Segundo o pai, o filho cresceu em um ambiente familiar estruturado e chegou a trabalhar ao seu lado em eventos e serviços de alimentação.
“Eu sou chefe de cozinha. Ele trabalhava comigo como garçom, atendia as pessoas, fazia drinques. Sempre aconselhei ele a sair dessa vida”. lamentou.
