Por LEONARDO MELO, de Macapá (AP)
Uma mulher condenada por estelionato foi presa nesta terça-feira (23) por agentes da 8ª Delegacia de Polícia, em Macapá. Segundo a Polícia Civil, ela integrava um esquema de fraudes praticado juntamente com o marido, oferecendo serviços de buffet e decoração para festas infantis que jamais eram realizados. De acordo com o delegado Alan Moutinho, responsável pelo caso, o casal utilizava perfis em redes sociais para atrair clientes interessados em organizar eventos. Após conquistar a confiança das vítimas e receber pagamentos antecipados, os suspeitos interrompiam toda comunicação e desapareciam sem prestar os serviços contratados.
A prisão foi realizada no bairro Cidade Nova, durante o cumprimento de um mandado de prisão definitiva. Após os procedimentos legais, a condenada será submetida à audiência de custódia e, posteriormente, encaminhada ao Iapen para iniciar o cumprimento da pena de cinco anos de reclusão em regime fechado.

Delegado Allan Moutinho: dezenas de pessoas enganadas
“Ela pegava metade do valor no mínimo e depois sumia. Cancelava o Whatsapp dela, o anúncio e ia para procurar outras vítimas. Ela enganou dezenas de pessoas”, explica o delegado Allan Moutinho, responsável pelo caso.
A investigação teve início após uma das vítimas procurar a polícia. Ela contou que fechou um pacote de R$ 600 por meio de um anúncio divulgado no Facebook. Depois de realizar um pagamento inicial, recebeu uma mensagem na véspera da festa informando supostos problemas mecânicos no veículo que transportaria os materiais do evento. Após quitar o valor restante, a cliente foi bloqueada e não conseguiu mais contato com os responsáveis.
Durante as apurações, a mulher admitiu participação nos golpes e revelou que utilizava diversos perfis falsos para dificultar sua identificação. Entre os nomes empregados estavam “Santos Hanny”, “Iracema Sousa”, “Cibelly Penafort” e “Billy Sá”. Ela também confessou o uso de linhas telefônicas registradas em nome de terceiros para negociar com os clientes por aplicativos de mensagens.

Golpista e o marido se identificavam com vários nomes
Segundo a própria investigada, pelo menos 13 pessoas foram enganadas pelo esquema, com prejuízos variando entre R$ 250 e R$ 750. A polícia identificou ainda mais de 15 boletins de ocorrência relacionados ao mesmo tipo de fraude, além de diversos inquéritos e processos criminais instaurados ao longo dos últimos anos.
O delegado Alan Moutinho alerta que consumidores devem redobrar a atenção ao contratar serviços pela internet. A recomendação é verificar a procedência dos fornecedores, pesquisar a reputação da empresa, desconfiar de preços muito abaixo do mercado e evitar transferências para contas ou chaves PIX vinculadas a terceiros. Também é importante não realizar pagamentos integrais antecipados sem garantias da prestação do serviço.

