De Macapá (AP)
O uso de cerol e linha chilena voltou a ser alvo de fiscalização em diferentes pontos de Oiapoque, no extremo norte do Amapá. A medida foi intensificada após registros de acidentes graves provocados por linhas cortantes, incluindo o caso de uma vítima que teve os dois olhos cortados.
A ação é realizada pelo 12º Batalhão da Polícia Militar, que passou a reforçar as abordagens para combater o uso, o porte e a comercialização desses materiais. As linhas representam risco principalmente para motociclistas, ciclistas e pedestres, que podem ser atingidos de forma repentina enquanto circulam pelas ruas.

Vítima teve os dois olhos cortados por linha com cerol. Fotos: divulgação
“Por isso começamos as ações repressivas. Por conta de diversos casos concretos de acidentes com linha chilena nós estamos atuando tanto nas ações educativas quanto repressivas”, afirmou o subcomandante do 12º BPM, major Uesclei.
Durante as fiscalizações, cerol e linha chilena encontrados devem ser apreendidos. Dependendo da situação, os responsáveis podem ser encaminhados à autoridade policial e responder criminalmente quando a conduta resultar em exposição de pessoas ao perigo, lesões corporais ou outros crimes.

PM reforça ações educativas e repressivas contra linhas cortantes.
Além dos cortes, o uso de linhas com materiais cortantes pode provocar ferimentos graves e permanentes. Por isso, a orientação é utilizar apenas linhas convencionais e evitar qualquer produto que possa transformar pipas em uma ameaça para quem circula pelas vias públicas. Denúncias sobre o uso ou a comercialização de cerol e linha chilena podem ser feitas à Polícia Militar pelo telefone (96) 98102-7275.
