Carga explosiva e carne de capivara são apreendidos em porto do Amapá

Material veio em barco de Santarém (PA) escondido em encomendas. Policiais do Batalhão Ambiental também acharam sacola com 25 kg de caça silvestre abandonada no local
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Por OLHO DE BOTO, de Macapá (AP)

Uma fiscalização de rotina realizada pelo Batalhão Ambiental da Polícia Militar no Porto do Povo, no município de Santana, a 17 km de Macapá, terminou com a apreensão de uma grande quantidade de pólvora e de carne de animal silvestre na terça-feira (30).

De acordo com o subtenente Raimundo dos Reis, a equipe abordou uma embarcação que havia acabado de chegar do município de Santarém, no Pará, após receber a informação de que havia encomendas transportadas entre as bagagens dos passageiros.

“Inicialmente, foi perguntado ao comandante da embarcação se havia encomendas entre as bagagens dos passageiros. Ele respondeu que sim e autorizou a fiscalização”, relatou o subtenente.

A carga saiu de Santarém (PA) e seria distribuída clandestinamente na região metropolitana de Macapá

Durante a vistoria, os policiais encontraram 501 tubos plásticos contendo pólvora, armazenados dentro de duas caixas. O material explosivo é de uso controlado pelo Exército Brasileiro e era transportado de forma irregular.

Segundo o comandante da embarcação, a carga havia sido embarcada em Santarém (PA) e seria entregue em Santana (AP) a um homem identificado apenas como Ricardo.

O material explosivo é de uso controlado pelo Exército Brasileiro e era transportado de forma irregular

Enquanto a fiscalização prosseguia, os militares ainda localizaram uma sacola de sarrapilha abandonada no porto. No interior havia aproximadamente 25 quilos de carne de capivara, espécie cuja caça é proibida pela legislação ambiental. Nenhum responsável pelo material foi encontrado.

Os policiais informaram aos responsáveis pela embarcação que o transporte irregular da pólvora representa grave risco à segurança e pode configurar crime ambiental e outras infrações previstas na legislação federal.

Toda a pólvora foi apreendida e encaminhada ao Ciosp de Santana para os procedimentos cabíveis. Já a carne de capivara foi levada ao pátio do Batalhão Ambiental, onde permanecerá à disposição da autoridade policial responsável pela investigação.

Seles Nafes
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