Por OLHO DE BOTO, de Macapá (AP)
A Polícia Civil do Amapá concluiu o inquérito e indiciou Raimundo Vilhena pelo homicídio do padrasto, Lourival Barbosa da Silva, de 57 anos, morto com golpes de faca durante uma discussão familiar na noite de 8 de julho de 2026, no bairro Infraero II, na zona norte de Macapá.
De acordo com a investigação da Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), a tragédia começou após Lourival, que consumia bebida alcoólica dentro de casa, agredir a companheira com um tapa no rosto. Ao presenciar a cena, Raimundo Vilhena partiu para defender a mãe e entrou em confronto com o padrasto.
Segundo o delegado José Mário Carneiro, da DHPP, Lourival pegou um martelo para atacar o enteado, que reagiu armando-se com uma faca de cozinha. A briga tomou conta do quintal da residência e terminou de forma brutal.
A investigação aponta que Raimundo desferiu diversos golpes contra o padrasto. Os ferimentos atingiram principalmente o abdômen e o ombro da vítima. A violência foi tão intensa que as vísceras de Lourival ficaram expostas.

Investigação aponta que suspeito reagiu após presenciar o padrasto agredir a própria companheira. Foto: Olho de Boto/SelesNafes.com
Pouco depois da meia-noite, vizinhos acordaram com os gritos desesperados da companheira da vítima e encontraram a mulher ajoelhada ao lado do corpo, completamente ensanguentado. Quando a polícia chegou ao local, o suspeito já havia fugido.
Durante as investigações, a companheira de Lourival confirmou toda a dinâmica do crime e apontou o próprio filho como autor do assassinato. Outra testemunha também relatou ter recebido a informação de que Raimundo era o responsável pelo ataque. Mesmo após várias diligências das polícias Civil e Militar, o enteado continua foragido. A faca utilizada no homicídio nunca foi localizada.
Com base nos laudos periciais, depoimentos e demais provas reunidas, o delegado José Mário Carneiro indiciou Raimundo Vilhena por homicídio simples e representou pela prisão preventiva do investigado.
Agora, o pedido será analisado pela Justiça. Enquanto isso, a DHPP pede que qualquer informação sobre o paradeiro de Raimundo Vilhena seja repassada, de forma anônima, pelo telefone (96) 99170-4302.

