Mineradora desmente vídeo político, diz que recebeu licenças e está pronta para operar

Empresa afirma que não participou da produção de material político, nega paralisação do licenciamento ambiental e atualiza projeções para o empreendimento
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Por SELES NAFES, de Macapá (AP)

A DEV Mineração divulgou, nesta terça-feira (14), um comunicado à imprensa para contestar informações divulgadas em um vídeo de pré-campanha política de Antônio Furlan sobre o Projeto Amapá. A empresa afirma que o conteúdo contém declarações “factualmente incorretas” e reforça que não participou da elaboração, edição ou aprovação do material. Mais cedo, o advogado da DEV, Washington Pimentel, já tinha afirmado que as informações do vídeo “foram deturpadas”. 

Segundo a mineradora, embora uma integrante sênior da equipe tenha participado da visita ao empreendimento e apareça nas imagens, a companhia não teve acesso ao vídeo antes de sua publicação. A DEV também reiterou que mantém posição de neutralidade política e que não apoia candidatos, partidos ou campanhas eleitorais.

Um dos principais pontos do comunicado trata do licenciamento ambiental. A empresa nega que o processo tenha permanecido paralisado por quase cinco anos, como citado no vídeo. De acordo com a DEV, após assumir o controle do projeto em 2022, foram realizados estudos técnicos, ambientais e de engenharia que subsidiaram os pedidos de licenciamento. A companhia informa que a Licença Prévia foi emitida pelo governo do Amapá em dezembro de 2025 e a Licença de Instalação em abril de 2026, sustentando que o trâmite ocorreu dentro dos procedimentos normalmente exigidos para um empreendimento desse porte.

A empresa também corrigiu informações sobre sua estrutura administrativa, esclarecendo que Raquel Dalseco, mencionada no vídeo como diretora, integra a equipe executiva da companhia no Brasil, mas não ocupa esse cargo.

Sobre vídeo traz “informações foram deturpadas”

Washington Pimentel: autoridades de licenciamento fizeram a sua parte

Plano de produção

Outro esclarecimento diz respeito ao plano de produção. A DEV afirma que o projeto foi otimizado e que a estratégia atual prevê a retomada inicial da Planta Azteca, seguida da expansão gradual para atingir, futuramente, cerca de 5,5 milhões de toneladas anuais de concentrado premium de minério de ferro com teor de 67%, e não 6 milhões de toneladas por ano, como mencionado no vídeo.

Sobre a geração de empregos, a mineradora informou que a primeira fase deverá empregar entre 70 e 100 pessoas, direta e indiretamente. Quando o Projeto Amapá estiver totalmente implantado, a estimativa é de aproximadamente 2,5 mil empregos diretos e indiretos, número inferior aos 5 mil postos de trabalho citados no material divulgado nas redes sociais.

A DEV informou ainda que as obras de reforma e recomissionamento da Planta Azteca seguem em andamento e que a unidade deverá estar tecnicamente pronta para operar até o fim de agosto deste ano.

Seles Nafes
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