O palco era de Péricles, mas a disputa por clientes acontecia nas barracas

Com 170 empreendedores cadastrados na Praça Jacy Barata, show nacional movimentou pequenos negócios e deu visibilidade a comerciantes e artesãos durante a primeira noite de atrações do festival
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Macapá (AP)

Enquanto milhares de pessoas cantavam os sucessos de Péricles na Praça Jacy Barata, uma disputa silenciosa acontecia longe do palco. Nas barracas espalhadas pelo espaço, comerciantes e artesãos apostavam na criatividade e no grande fluxo de público para aumentar a renda e conquistar novos clientes durante a primeira noite de atrações nacionais do Macapá Verão 2026.

Entre eles estava Luan Ribeiro, que levou ao festival uma proposta diferente no segmento de bebidas. Misturando frutas e destilados para criar novos sabores, ele aproveitou a movimentação para apresentar seu trabalho a quem passava pelo local. “Mesmo com meu estande bem básico, a área está muito bonita e está chegando muita gente. É uma oportunidade muito grande para mostrar um pouco do meu trabalho”, afirmou.

Quem também comemorou o movimento foi Felipe Elpídio, que trabalha com comida na chapa e batata frita e já participou de outras programações promovidas pelo município. Para ele, o Macapá Verão está entre os eventos que mais fortalecem os pequenos empreendedores. “Estou aqui trabalhando, mexendo na chapa e na batata, mas também curtindo junto com o público que está na praça”, disse.

 

Luan Ribeiro apostou em bebidas autorais para transformar o público do show de Péricles em novos clientes. Fotos: Aydano Fonsceca – SEMCOM/PMM

Artesãos locais aproveitaram o Macapá Verão para expor e vender produtos feitos no Amapá

Ao todo, 170 empreendedores foram cadastrados para atuar na Praça Jacy Barata durante a programação. A organização dos espaços ficou a cargo da Prefeitura de Macapá, por meio da Secretaria Municipal do Trabalho, Desenvolvimento Econômico e Inovação (Semtradi), responsável pelo cadastro e ordenamento das áreas destinadas aos comerciantes.

Além das barracas de alimentação e bebidas, artesãos locais também aproveitaram a programação para expor e comercializar produtos produzidos no Amapá. Segundo a Semtradi, os grupos de artesanato receberam isenção da taxa de participação tanto na Praça Jacy Barata quanto na programação da Fazendinha, ampliando as oportunidades para o setor.

Entre a chapa e a batata frita, Felipe Elpídio aproveitou o festival para aumentar as vendas

Para muitos trabalhadores, grandes eventos como o Macapá Verão representam mais do que entretenimento. Eles funcionam como uma vitrine para pequenos negócios, permitindo que empreendedores apresentem seus produtos a moradores e turistas e criem novas oportunidades de venda mesmo depois do encerramento da festa.

Com a praça lotada durante o show de Péricles, a primeira noite de atrações nacionais mostrou que, além da música, o festival também impulsiona a economia local. Para quem estava atrás do balcão, cada venda representou mais do que lucro: foi a chance de fortalecer o próprio negócio e aproveitar o momento em que toda a cidade parecia passar pela mesma praça.

Seles Nafes
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