Por RODRIGO ÍNDIO, de Macapá (AP)
Quase um ano após o desaparecimento e a execução de um jovem de 18 anos na fronteira do Amapá, a Polícia Civil prendeu, na madrugada desta segunda-feira (3), uma mulher de 26 anos apontada como uma das mandantes do crime. A prisão ocorreu em via pública, na região central de Oiapoque, a 590 km de Macapá. A investigada responde por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e por integrar uma organização criminosa com atuação no município.
O crime ocorreu na madrugada de 11 de agosto de 2025. De acordo com a investigação, Eduardo, de 18 anos, foi capturado por integrantes da facção após acumular uma dívida relacionada ao tráfico de drogas. Como forma de retaliação, ele foi executado, teve o corpo esquartejado e os restos mortais foram lançados em um rio da região. Até hoje, o corpo da vítima não foi localizado, impedindo que a família realize o sepultamento.

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O caso foi tema de reportagem especial do Portal SelesNafes.Com, que mostrou o esforço da mãe de Eduardo, uma comerciante bem sucedida em Oiapoque, para localizá-lo. Ela já tinha certeza de que ele havia sido morto, mas queria o direito de sepultar o único filho.
Segundo o delegado Átila Rodrigues, responsável pelo caso, a mulher ocupava posição de destaque dentro da estrutura da organização criminosa.
“Essa mulher faz parte do núcleo conhecido como ‘Disciplina’, responsável por decretar mortes e aplicar punições corporais contra integrantes da própria facção ou de grupos rivais”, explicou o delegado.

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A prisão foi realizada por equipes do Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) de Oiapoque, com apoio de policiais civis que atuam na Operação Brasil Contra o Crime Organizado. De acordo com a Polícia Civil, outros envolvidos na execução já haviam sido presos ao longo das investigações.
Após os procedimentos na delegacia, a suspeita será encaminhada ao Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), onde permanecerá à disposição da Justiça.
