Por RODRIGO ÍNDIO, de Macapá (AP)
A produção de petróleo na costa do Amapá poderá começar entre seis e sete anos, caso as próximas etapas da exploração confirmem o potencial comercial da descoberta anunciada pela Petrobras. A estimativa foi apresentada neste sábado (15) pela presidente da estatal, Magda Chambriard, em entrevista à GloboNews, um dia após a confirmação da presença de hidrocarbonetos no poço exploratório Morpho, na Margem Equatorial.
O poço está localizado a cerca de 175 quilômetros da costa de Oiapoque e a aproximadamente 500 quilômetros da foz do Rio Amazonas, em uma área de quase três mil metros de profundidade. A confirmação da existência de hidrocarbonetos representa o primeiro passo para avaliar o tamanho da reserva e a viabilidade econômica da futura produção.
Antes de definir um projeto de exploração comercial, a Petrobras ainda perfurará outros três poços na região. O objetivo é delimitar a extensão do reservatório e reunir informações técnicas suficientes para elaborar o plano de desenvolvimento do campo.
“Essa descoberta é absolutamente relevante para os próximos passos e nos deixou a todos muito entusiasmados. Acreditamos de verdade que demos um passo muito importante na direção de uma descoberta comercial no Amapá mais à frente”, afirmou Magda Chambriard.
A Petrobras considera a Margem Equatorial uma das principais fronteiras exploratórias do país para recompor as reservas nacionais de petróleo. Segundo a companhia, novas descobertas são estratégicas para manter a produção brasileira nas próximas décadas, reduzir a dependência de importações e preservar a posição do Brasil entre os maiores produtores mundiais de petróleo. O bloco onde está localizado o poço Morpho pertence integralmente à estatal desde a rodada de licitações realizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em 2013.
