Por PEDRO PESSOA, de Belém (AP)
Uma funcionária de um estabelecimento comercial de Belém denunciou ter sido agredida pelo próprio patrão depois de ser acusada de roubo. O suspeito, um comerciante chinês de 59 anos, foi preso em flagrante após a confusão no bairro da Campina. O episódio teria começado por causa de uma divergência relacionada a um pagamento feito por Pix. Segundo informações repassadas à polícia, o comerciante acusou a trabalhadora de ter roubado dinheiro do estabelecimento. A discussão se intensificou e o homem teria partido para agressões físicas e verbais.
A vítima conseguiu gravar parte do ocorrido com o celular. O registro feito durante a confusão captou xingamentos e parte da suposta agressão. A movimentação também chamou a atenção de pessoas que estavam na região, uma das áreas de maior concentração de lojas da capital paraense.
A Polícia Militar foi chamada e encontrou o suspeito ainda no local. Ele foi conduzido à Seccional do Comércio e autuado em flagrante por lesão corporal dolosa no âmbito da violência doméstica e familiar contra a mulher. Posteriormente, foi encaminhado ao sistema penitenciário.
Nesta quinta-feira (27), a funcionária passou por exame de corpo de delito. O laudo deverá ajudar a determinar a extensão das lesões e será incluído no procedimento policial. Testemunhas também estão sendo ouvidas durante a investigação.
Liberdade provisória
O comerciante foi solto após audiência de custódia. A Justiça homologou a prisão em flagrante, mas concedeu liberdade provisória sem fiança, entendendo que não havia, naquele momento, elementos que justificassem a manutenção da prisão preventiva.
A decisão impôs medidas para impedir a aproximação entre o investigado e a ex-funcionária. Ele deverá manter distância mínima de 300 metros da vítima e não poderá entrar em contato com ela por qualquer meio, incluindo telefone, redes sociais e aplicativos de mensagens.
O descumprimento das determinações pode resultar na revogação da liberdade provisória e na decretação da prisão preventiva. A Polícia Civil continua investigando o caso.
