Por RODRIGO ÍNDIO, de Macapá (AP)
Uma família de Macapá vive dias de incerteza e angústia à procura de Jorlene Matos, de 40 anos. A amapaense, que mora há 12 anos na capital paulista, está desaparecida desde o dia 25 de junho de 2026. Segundo informações apuradas pela polícia, a última visualização da vítima foi na Rua Zaimon Leme, próximo ao número 147, no bairro Barra Funda, zona oeste de São Paulo.
Jorlene é uma mulher trans, vem de uma família de cinco irmãos e se mudou para o estado paulista em busca de melhores oportunidades de trabalho. Na capital, ela morava em uma pensão dividida com um amigo.
A última comunicação de Jorlene foi justamente no dia em que sumiu, quando enviou uma mensagem para a própria mãe, que mora em Macapá. Desde então, o celular não responde e a família não teve mais notícias.

“Ela nunca desapareceu assim”, diz Jorlene em relato da família. Fotos: arquivo pessoal
Conforme o relato fornecido à reportagem por Sirlei Mendes Lima, irmã de Jorlene, a principal informação apurada até o momento é que a vítima teria entrado em uma van branca nas imediações da Barra Funda. Após subir no veículo, ela não foi mais vista.
“Buscamos notícias, pois estamos desesperados, principalmente nossa mãe, afinal, ela nunca sumiu assim”, contou Sirlei Mendes Lima, irmã da vítima.
O caso mobiliza forças policiais em duas frentes. A família registrou o primeiro Boletim de Ocorrência (B.O.) na Polícia Civil de São Paulo no dia 30 de junho e, em seguida, formalizou o caso também na polícia amapaense para acompanhar as investigações à distância.
O desaparecimento é acompanhado e investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) do Amapá, que atua em apoio às autoridades paulistas na coleta de informações que possam levar ao paradeiro de Jorlene.

Jorlene foi vista pela última vez na zona oeste da capital paulista;
Como ajudar
Qualquer informação sobre a localização ou sobre o veículo citado pode ser repassada diretamente para as autoridades de segurança:
* Disk Denúncia / Polícia Civil do Amapá: (96) 99170-4302 (WhatsApp e Ligações)
* Polícia Militar: 190
As autoridades garantem o sigilo absoluto das informações prestadas.
“A família agradece, pois está triste, ansiosa pra saber informações da minha irmã”, comentou Jovam Mendes, outro irmão de Jorlene.
