Por SELES NAFES, de Macapá (AP)
Criminosos que se passam por servidores da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) estão usando o programa Nota Amapaense para tentar aplicar golpes em contribuintes. Os estelionatários entram em contato pelo WhatsApp, anunciam falsamente que a pessoa foi contemplada e, posteriormente, tentam convencê-la a fornecer dados sensíveis.
De acordo com a coordenação do programa, os golpistas utilizam a logomarca da Nota Amapaense na foto de perfil do WhatsApp para dar mais credibilidade à abordagem. As mensagens seguem um padrão: informam que a pessoa ganhou um prêmio e condicionam o pagamento ao preenchimento de dados pessoais e bancários, como documentos, endereço e até números de contas bancárias.
“Não é o protocolo que a Secretaria de Fazenda estabelece com aqueles que são contemplados”, avisa o coordenador da Nota Amapaense, Renan Bayer.
Lançada há cerca de um ano pela gestão do governador Clécio Luís (União), a Nota Amapaense busca estimular os consumidores a exigirem a nota fiscal durante as compras, contribuindo para a arrecadação de ICMS e outros tributos. A cada R$ 100 em compras, o contribuinte cadastrado recebe um bilhete para concorrer aos sorteios de R$ 1 mil a R$ 30 mil, sempre que pedir que o CPF será registrado na nota. A cada mês, 70 pessoas são sorteadas.
“É acumulativo, então podem ser dezenas de bilhetes. Os sorteios são realizados uma vez por mês. No próprio aplicativo a pessoa é notificada, além da lista de ganhadores que é pública no site da Sefaz e no aplicativo”, explica Bayer.
Ainda não é possível contabilizar quantas pessoas chegaram a cair no golpe ou se tiveram algum tipo de prejuízo. Em apenas um dia, porém, cinco contribuintes procuraram a Sefaz depois de receberem contatos dos estelionatários. Segundo a secretaria, nenhum deles chegou a transferir valores aos criminosos.
