Por OLHO DE BOTO, de Macapá (AP)
Um jovem, aparentando ter entre 18 e 20 anos, foi executado com pelo menos dois tiros na cabeça na noite desta sexta-feira (14), em uma área de pontes no bairro Congós, na zona sul de Macapá. O crime ocorreu por volta das 21h, em um beco sem saída com acesso pela 10ª Avenida. A vítima ainda não havia sido identificada. Segundo o delegado José Mário, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), moradores da região disseram não reconhecer o rapaz e também não souberam informar quem poderia ter cometido o assassinato.
“Verificamos pelo menos dois tiros na cabeça, uma característica típica de execução”, afirmou o delegado.
Uma das hipóteses investigadas é de que o jovem tenha sido atraído até o local e surpreendido pelos criminosos. A própria configuração da área chamou a atenção dos investigadores. A ponte que leva ao ponto onde ocorreu o assassinato é bastante estreita, dificultando a passagem até mesmo de bicicletas, o que pode indicar que os autores conheciam bem o local.
Durante a perícia, foram encontradas três porções de maconha no bolso da vítima. Para o delegado, o material é um dos elementos que serão considerados na investigação sobre a motivação do crime, inclusive a possibilidade de algum envolvimento com o tráfico de drogas.

Vítima foi atraída para local sem possibilidade de fugas. Fotos: Olho de Boto/Portal SN

Polícia suspeita de envolvimento com o tráfico
A polícia também apura se o assassinato pode ter relação com a disputa entre grupos criminosos. Uma das linhas considera a possibilidade de o jovem ter ligação com uma facção rival e ter sido atraído para uma área onde atua outro grupo. A hipótese, contudo, ainda depende de confirmação durante as investigações.
O rapaz estava bem-vestido e aparentava ser bastante jovem. Tatuagens encontradas no corpo deverão auxiliar a Polícia Científica no trabalho de identificação.
A Polícia Militar foi a primeira a chegar e isolou a área para preservar a cena do crime. Depois do trabalho da perícia, a DHPP iniciou diligências para identificar a vítima, esclarecer a motivação e chegar aos responsáveis pela execução.
Até o momento, nenhum suspeito havia sido preso.

