Macapá (AP)
Uma mulher de 48 anos conseguiu pedir socorro aos vizinhos depois de ser esfaqueada na cabeça e perder a consciência dentro de casa, em Macapá. O suspeito do ataque é o próprio companheiro dela, de 43 anos, preso preventivamente nesta quarta-feira (16) por uma equipe da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), no Bairro Buritizal.
Segundo a Polícia Civil, o casal mantinha uma união estável havia aproximadamente sete anos. A vítima contou durante a investigação que já havia sofrido outros episódios em que o companheiro teria atentado contra sua vida, mas afirmou que nunca procurou a polícia anteriormente por medo.
No dia 10 de agosto, ela foi atacada pelo companheiro com uma faca. Um dos golpes atingiu a cabeça e provocou um ferimento grave. Ela precisou levar 15 pontos e chegou a perder a consciência.
“Viviam juntos há 7 anos, e durante a discussão ele desferiu os golpes contra ela ocasionando seu desmaio. Ele saiu da casa e deixou o imóvel trancado. E ela só conseguiu ajuda depois de recobrar os sentidos”, explicou a delegada Marina Guimarães, chefe da Deam.

Deam conseguiu a decretação da prisão do acusado. Imagens: Reprodução

Delegada Marina Guimarães solicitou medida protetiva e um mandado de prisão. Foto: Olho de Boto/Portal SN
Ao recuperar a consciência, a vítima conseguiu enviar mensagens para vizinhos pedindo ajuda. Os moradores foram até a residência e acionaram a polícia e o atendimento de emergência. No entanto, o imóvel estava trancado pelo suspeito, inclusive com cadeados. Foi necessário arrombar a porta para que as equipes entrassem na casa e resgatassem a mulher.
Diante da gravidade do ataque e do histórico relatado pela vítima, a Justiça concedeu medidas protetivas de urgência a pedido da delegada, que também solicitou a prisão preventiva do investigado, que foi decretada pela Justiça.
O mandado por tentativa de feminicídio foi cumprido nesta quarta-feira por policiais da especializada. Marina Guimarães informou que existem diversos boletins de ocorrência registrados por outras mulheres contra o mesmo acusado.
A delegada reforçou que casos de violência doméstica devem ser denunciados à PM pelo 190.
