Motociclista pode ter sido derrubada antes de morrer atropelada no Pacoval

Testemunha relatou que ocupante de outra motocicleta fez movimento semelhante a um chute antes da queda; segunda moto deixou o local
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Por OLHO DE BOTO, de Macapá (AP)

Uma motociclista pode ter sido derrubada por ocupantes de outra moto momentos antes de morrer atropelada na madrugada desta quarta-feira (7), no bairro Pacoval, em Macapá. A versão foi apresentada por uma testemunha ao Batalhão de Trânsito e deverá ser investigada para esclarecer a dinâmica do acidente ocorrido no cruzamento da Rua São Paulo com a Avenida Ceará, nas proximidades de uma igreja.

A vítima foi identificada como Rayssa Pacheco da Silva, de 24 anos. Ela conduzia uma Honda CG 160 Fan preta quando caiu na pista e acabou atingida por um Ford EcoSport prata. Quando as equipes de segurança chegaram, o Samu já estava no local e havia constatado a morte. O Corpo de Bombeiros também prestou apoio, enquanto o Batalhão de Trânsito isolou a área para o trabalho da Polícia Científica.

Uma testemunha, identificada como Gleici Micheli, contou aos agentes que caminhava pela Rua São Paulo quando viu duas motocicletas trafegando no sentido norte-sul. Segundo ela, a condutora de uma das motos teria feito um movimento semelhante a um chute contra a outra motocicleta.

Ainda conforme o relato, as duas motos perderam o controle e caíram. Uma delas teria parado próximo ao acostamento, enquanto a motocicleta conduzida por Rayssa caiu na faixa contrária. Nesse momento, segundo a testemunha, o EcoSport passava pelo local e atingiu a Honda CG 160 Fan e a motociclista.

Um casal será investigado

A testemunha acrescentou que a outra motocicleta era ocupada por um homem e uma mulher. Após verificar a situação da vítima, o condutor teria retornado à moto e deixado o local com a passageira. A participação dessa segunda motocicleta e as circunstâncias que provocaram a queda de Rayssa serão investigadas.

O motorista do EcoSport foi identificado como José Felipe Ferreira da Silva. De acordo com o relatório do Batalhão de Trânsito, ele estava em estado de choque e recebeu atendimento do Samu, mas não precisou ser levado ao hospital.

José Felipe contou aos policiais que trafegava pela Rua São Paulo quando, ao se aproximar do cruzamento com a Avenida Ceará, sentiu um forte impacto na parte dianteira do veículo. Segundo ele, inicialmente não percebeu que havia atingido uma motocicleta. Depois de frear e parar o carro, desceu para verificar o que havia acontecido e encontrou Rayssa caída no asfalto.

Comunicado da família de Rayssa

Duas pessoas que estavam como passageiras no EcoSport, Fernando Furtado Damasceno e Raquel Tavares de Souza Silva, disseram aos agentes que se lembravam apenas do barulho provocado pelo impacto.

O motorista foi submetido ao teste do etilômetro, que apresentou resultado de 0,00 mg/L, descartando a presença de álcool no teste. No entanto, segundo o Batalhão de Trânsito, ele não possuía habilitação e foi apresentado no Ciosp do Pacoval. O caso deverá ser apurado com base nos artigos 309 e 302 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), relacionados, respectivamente, à condução de veículo sem habilitação nas circunstâncias previstas em lei e ao homicídio culposo na direção de veículo automotor.

Após os trabalhos periciais, o EcoSport e a motocicleta de Rayssa foram removidos para o pátio do Detran por apresentarem débitos de licenciamento, segundo consulta realizada durante a ocorrência.

A investigação agora deverá reconstruir a sequência exata do acidente e identificar os ocupantes da segunda motocicleta. O relato de que uma ação ocorrida entre as duas motos teria provocado a queda de Rayssa, deixando-a na trajetória do EcoSport, ainda precisa ser confirmado pelas autoridades.

Seles Nafes
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