Entidade condena exposição da vida privada de procuradora e diz que houve tentativa de constranger

Promotor afastado João Furlan e a procuradora da República Sarah Cavalcanti: ANPR afirma que tentativa de usar vida privada em processo judicial fere princípios constitucionais
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Por SELES NAFES, de Macapá

A tentativa da defesa do promotor de justiça afastado, João Paulo Furlan, de travar o processo contra ele usando a vida íntima da chefe do Ministério Público Federal saiu pela culatra duas vezes. Depois de ter o pedido liminar negado pela Justiça Eleitoral, os advogados dele foram surpreendidos com a reação da entidade que representa todos os procuradores da República. Leia aqui a nota na íntegra.

Numa nota pública, a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) manifestou total apoio à procuradora Sarah Cavalcanti.

“A atuação da Procuradora tem sido pautada por sua independência e autonomia funcional, conforme reafirmado pela decisão judicial que rejeitou a tentativa infundada de questionar sua imparcialidade”, avalia a entidade.

No último dia 23, o juiz federal Alex Lamy, que atua no TRE do Amapá, negou um pedido de João Furlan para que a procuradora fosse considerada suspeita para atuar no processo. Ele alegou na petição um romance do passado e a atual convivência social entre ela e o delegado da Polícia Federal que conduziu o inquérito e é testemunha no processo. Essa investigação culminou numa operação que teve como alvo o promotor e o irmão dele, o prefeito de Macapá Antônio Furlan (MDB), por compra de votos nas eleições de 2020.

Promotor está afastado pelo CNMP

Entidade afirma que houve tentativa de constranger procuradora e membros do MPF. Foto: Allan Valente/Arquivo SelesNafes.Com

A ANPR repudiou a intenção de constranger a procuradora Sarah Cavalcanti.

“Repudia categoricamente as tentativas de constranger e intimidar membros do Ministério Público mediante a exploração indevida de aspectos de sua vida privada. Tal estratégia compromete a independência funcional essencial ao exercício legítimo da atuação ministerial e fere princípios constitucionais fundamentais”, afirmou a entidade.

Para a entidade, houve tentativa de manipular o Ministério Público por meio da exposição da vida privada.

“O MP só cumpre adequadamente sua missão institucional quando livre de pressões que busquem manipular sua atuação pela exposição ou constrangimento de seus integrantes”.

“A ANPR reafirma sua solidariedade à Procuradora e permanece comprometida com a defesa da independência e da dignidade de todos os seus membros”, concluiu.

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