STF expediu mandados contra Vinícius Gurgel

Ordens judiciais cumpridas em Macapá fazem parte da Operação Pedágio 2, desdobramento de investigação iniciada em 2019
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Por SELES NAFES, de Macapá (AP)

Os oito mandados de busca e apreensão cumpridos na tarde desta sexta-feira (13) contra alvos ligados ao deputado federal Vinícius Gurgel foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As ordens judiciais integram a Operação Pedágio 2, segunda fase de uma investigação da Polícia Federal iniciada em 2019. O parlamentar é um dos principais aliados do prefeito de Macapá, Antônio Furlan.

Na primeira etapa da operação, conhecida como Pedágio 1, ex-superintendentes do DNIT foram presos preventivamente. À época, também foram apreendidos veículos e dinheiro. Os ex-gestores chegaram a permanecer quase seis meses detidos, acusados de cobrar propina para liberar pagamentos a empresas responsáveis pela manutenção da BR-156, além de autorizar serviços que não eram executados conforme os contratos firmados. O deputado era quem indicava as nomeações de diretores do departamento, durante os governos Dilma/Temer.

Agente numa das empresas de Vinícius Gurgel. Foto: PF/Divulgação

Depútado é um dos principais aliados do prefeito

A Polícia Federal não confirmou oficialmente o nome de Vinícius Gurgel como um dos alvos da nova fase da operação. No entanto, o Portal SelesNafes.Com acompanhou o cumprimento de mandados na residência dele, na Avenida Mendonça Júnior, no Centro, e apurou que também foram vasculhados um depósito localizado na Avenida Mendonça Furtado e a sede do Partido Liberal, além de empresas onde ele é sócio.

Em nota divulgada no início da noite, a Polícia Federal informou que apura a atuação de “organização criminosa que teria desviado recursos públicos destinados a obras em trechos não pavimentados da BR-156”.

“A ação é desdobramento da Operação Pedágio, deflagrada em 2019, ocasião em que foram apreendidos veículos e valores em espécie em poder dos investigados. Os fatos investigados, em tese, podem configurar os crimes de organização criminosa, corrupção e fraude a licitações.”

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