A mansão no litoral do ex-chefe de licitações da prefeitura de Macapá

Responsável pelas licitações da prefeitura foi afastado do cargo; mandados foram cumpridos em casas dele em dois estados
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Por LEONARDO MELO, de Macapá (AP)

Especialista em licitações e Direito Administrativo, o advogado Walmiglisson Ribeiro da Silva, mantém uma mansão em um dos bairros mais valorizados do Rio Grande do Norte. Responsável pela Comissão Especial de Licitação da prefeitura de Macapá, ele foi um dos alvos da 2ª fase da Operação Paroxismo, deflagrada na quarta-feira (4) em Macapá, e que afastou do cargo o agora ex-prefeito de Macapá, Antônio Furlan (PSD), que renunciou após a operação.

Ao autorizar 13 mandados a pedido da Polícia Federal, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, expediu busca e apreensão para endereços de Walmiglisson fora Macapá, indicando que ele não teria residência fixa no Amapá.

Um dos mandados para ele foram expedidos para uma mansão na Rua General Galvão Oliveira, 1147, área nobre do bairro Tirol, em Natal. Imagem disponíveis no Google mostram que o imóvel de grande porte ocupa cerca de 25% do quarteirão, com a frente na Rua Coronel Pedro Soares e a lateral alcançando a General Galvão. 

Também foi expedido um mandado para outra residência dele em Belém, na Rua Antônio Barreto, no tradicional bairro de Fátima.

Mansão em bairro nobre de Natal seria do ex-chefe de licitações da prefeitura de Macapá

Walmiglisson Ribeiro da Silva teve mandados em imóveis em Natal e Belém

Para a PF, o ex-chefe de licitações simulou uma concorrência entre a Santa Rita Engenharia e empresas sem lastro técnico para ganhar o contrato de R$ 70 milhões, a maior parte do dinheiro de emendas parlamentares.

Na proposta vencedora, a investigação descobriu 117 itens de custo idênticos ao orçamento da prefeitura que deveria ser sigiloso. Ou seja, há fortes indícios de que a empresa teve acesso prévio às planilhas da prefeitura.

O ex-chefe de licitações da prefeitura, além de afastado do cargo, teve os sigilos derrubados pelo ministro.

De acordo com as investigações, após saques em dinheiro, pelo menos R$ 3 milhões teriam sido depositados, de forma fracionada, em clínicas de propriedade do ex-prefeito e da ex-primeira dama Rayssa Furlan, pré-candidata ao Senado.

 

Seles Nafes
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