Buracos antigos viram crateras e obrigam motoristas a invadir calçadas na zona sul de Macapá

Situação precária há meses na Avenida 13 de Setembro ficou crítica nas últimas chuvas, colocando pedestres em risco e gerando prejuízos a condutores
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Por RODRIGO ÍNDIO, de Macapá (AP)

A avenida que um dia já foi atalho rápido entre a zona sul e o restante da capital tornou-se um teste de paciência e resistência para os condutores. Um dos principais trechos da 13 de Setembro, no bairro Buritizal, está tomado por buracos, transformando a rotina de quem passa pela área em um verdadeiro caos.

A situação é tão crítica que, em alguns pontos, o asfalto praticamente desapareceu. Para fugir das crateras, motoristas de carros e motocicletas passaram a utilizar as calçadas, colocando em risco a segurança dos pedestres.

Motociclista usa calçada pra escapar dos buracos

Avenida 13 de Setembro, no Buritizal: problema antigo virou tormento. Fotos: Rodrigo Índio/Portal SN

Todos os tipos de veículos são testados

O problema atinge todos os tipos de veículos. Até viaturas da Companhia de Trânsito e Transporte de Macapá (CTMac), da Guarda Civil Municipal e da Polícia enfrentam dificuldades para trafegar e realizar manobras no trecho.

Para quem depende das ruas para trabalhar, a precariedade da via representa prejuízo direto. O mototaxista Osvaldo da Silva, de 42 anos, que atua há quase dez anos na profissão, descreve o cenário como “péssimo”.

Osvaldo: “Isso acaba com a nossa moto”

Antônio: “Andamos nas calçadas e os carros também”

Buraqueira no meio e nos cantos da pista. Fotos: Rodrigo Índio/Portal SN

“Isso acaba com a nossa moto, acaba com os carros. O risco é a gente bater em um buraco, o passageiro cair e prejudicar a vida de alguém. Já presenciei uns dois acidentes aqui de carros e motos tentando desviar. A manutenção da moto não vence, quebra tudo”, lamenta.

O uso das calçadas como alternativa improvisada gerou um efeito cascata de insegurança. O morador Antônio, conhecido como “Marajá”, que vive na região há 26 anos, relata que até circular de bicicleta se tornou perigoso.

Outro motociclista em cima da calçada

“Nós andamos por cima da calçada, e os carros também. Não passam na rua porque é só buraco. Eu vou para o lado da calçada e o carro vem e me fecha. O que precisa ser feito? Consertar logo”, cobra.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Semob) para saber se há cronograma de recuperação da via ou operação tapa-buracos prevista para o trecho, mas até o fechamento desta edição não houve retorno.

Seles Nafes
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