Por OLHO DE BOTO, de Macapá (AP)
Um foragido investigado por participação em homicídios no Amapá foi preso pela polícia francesa após se envolver em um assalto na Guiana, na fronteira do território ultramarino da França com o Brasil. A informação foi confirmada na terça-feira (24) pelo delegado Paulo Moraes, da Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
Anderson Oliveira Santos, conhecido como “Rato”, de 30 anos, é apontado como mandante de pelo menos dois assassinatos registrados em Macapá.
De acordo com a Polícia Civil do Amapá, um dos crimes atribuídos a “Rato” é a morte do líder comunitário e ex-segurança da Assembleia Legislativa do Amapá, Denis Cardoso, de 47 anos, assassinado dentro de casa e enterrado em uma área de mata, em fevereiro de 2025, na zona sul da capital.
O suspeito ainda figura como mandante da execução de Jaime Marques Correa, de 39 anos, morto a tiros no dia 24 de novembro de 2024, na Travessa Manoel Valente dos Santos, no bairro Buritizal. A ação criminosa foi filmada por um comparsa conhecido como “Galo Cego”. Nas imagens obtidas pela reportagem, o autor dos disparos, identificado como João Max, aparece correndo e atirando diversas vezes em direção ao rival , que cai no meio da rua e não resiste aos ferimentos. O atirador foi preso.

Líder comunitário foi enterrado atrás do barraco onde morava em fevereiro de 2025. Foto: Olho de Boto//Arquivo SelesNafes.com
Segundo o delegado Paulo Moraes, os procedimentos para garantir o retorno de “Rato” ao país já iniciaram.
“O nome dele será inserido na difusão vermelha da Interpol e, quando terminar de cumprir a pena por roubo na Guiana, será entregue às autoridades brasileiras”, afirmou.
Relembre a morte do líder comunitário
Denis Cardoso morava sozinho em uma área de invasão no bairro Congós e era bastante querido pelos moradores, atuando na comunidade com ações de evangelização e defesa de direitos sociais.

Denis era uma liderança comunitária na zona sul de Macapá. Foto: Divulgação
No dia em que receberia um apartamento em um conjunto habitacional, ele foi encontrado enterrado em uma cova rasa, a cerca de um quilômetro de sua residência, em uma área de mata pertencente ao Exército Brasileiro.
A Polícia Científica apontou que a vítima estava com o pescoço quebrado e o polegar da mão direita decepado. Na casa, os peritos encontram vestígios de sangue e objetos revirados, indicando que Denis foi atacado ainda no interior do imóvel.
