Por RODRIGO ÍNDIO, de Macapá (AP)
A rota que deveria garantir o futuro e a educação de uma menina de 12 anos foi desviada pela perversidade. Nesta quarta-feira (22), a Polícia Civil do Amapá encerrou um capítulo de injustiça ao prender um homem de 44 anos, condenado por estupro de vulnerável. O crime ocorreu justamente quando o agressor exercia uma função de confiança: a de transportador escolar.
Contratado pela família para levar a menina em segurança até a escola, o motorista utilizou o isolamento do veículo e a vulnerabilidade da vítima para cometer os abusos. Segundo os autos do processo, o trajeto cotidiano entre a residência e a unidade de ensino era o momento escolhido pelo agressor para desviar a rota e praticar a violência sexual.
O caso só veio à tona graças à coragem da mãe da vítima. Ao perceber sinais de que algo estava errado, ela procurou a Delegacia de Polícia de Porto Grande e relatou o horror vivido pela filha. A investigação minuciosa da Polícia Civil transformou o relato em provas, culminando na condenação definitiva do acusado.
O sistema judiciário fixou a pena em 9 anos e 9 meses de reclusão em regime fechado.
O mandado de prisão foi cumprido pela equipe da Delegacia de Porto Grande nesta semana. O homem, que agora inicia o cumprimento de sua pena, representa mais um caso onde a rede de proteção à criança e ao adolescente funcionou, retirando das ruas quem utiliza o pretexto do trabalho para vitimar menores.
A Polícia Civil do Amapá reforça que a vigilância de pais e responsáveis é a maior ferramenta contra agressores. Mudanças de comportamento, isolamento ou medo de realizar trajetos habituais são sinais de alerta.
Em qualquer suspeita procure a delegacia mais próxima ou ligue para o Disque 100. A identidade do denunciante e da vítima é preservada por lei.
