Por RODRIGO ÍNDIO, de Macapá (AP)
Uma tentativa de travessia a nado terminou na morte de Alessandro Barbosa Cavalcante, de 46 anos, na tarde deste domingo (17), na Orla do Perpétuo Socorro, em Macapá. A vítima desapareceu por volta das 17h e teve o corpo resgatado pelo Corpo de Bombeiros Militar (CBMAP) às 19h30, após duas horas e meia de buscas.
Embora versões iniciais sugerissem que a vítima teria pulado de uma árvore, o Coronel Sandro Sanches, do CBMAP, esclareceu que a guarnição de serviço descartou essa hipótese após apuração no local. Segundo o oficial, a árvore em questão é de difícil ascensão, o que reforça que Alessandro tentava, na verdade, nadar da margem até o vegetal.
O Coronel destacou ainda um fator determinante para a tragédia: o estado físico da vítima.
“As nossas guarnições confirmaram que a ocorrência se deu pela tentativa de nadar até a árvore, e não de pular dela. Ele nem teria condições de subir, pois havia amanhecido bebendo e apresentava um estado alcoólico elevado”, pontuou Sanches.

Mais uma acidente fatal no Rio Amazonas

Maré vazante, correnteza intensa e ingestão de álcool foram apontadas pelas autoridades como fatores que contribuíram para a fatalidade na Orla do Perpétuo Socorro
A operação de busca mobilizou uma força-tarefa estratégica para garantir a cobertura completa da área. Enquanto mergulhadores de resgate realizavam incursões subaquáticas, pilotos de drone faziam o monitoramento aéreo para identificar sinais da vítima na superfície. A ação contou ainda com o suporte logístico de uma lancha do GMAF (Grupo de Marítima e Fluvial) e o apoio terrestre das guarnições do 1º Batalhão, que atuaram no isolamento da área e na assistência aos familiares. O corpo foi localizado às 19h30 e entregue à Polícia Científica para os procedimentos periciais.
No momento do incidente, as condições do Rio Amazonas eram de maré vazante próxima à preamar. Esta configuração é considerada de alto risco, pois o grande volume de água em recuo gera correntes fortes e enganosas. A combinação de fadiga muscular, ingestão de álcool e correnteza intensa tornou a travessia fatal.
As autoridades reforçam que banhistas devem evitar travessias e manter-se em áreas estritamente supervisionadas, especialmente em pontos com obstáculos naturais e variações bruscas de profundidade.
