PF faz buscas contra Furlan e organização criminosa de comunicadores e influenciadores

Operação “Palanque Digital” apura uso de R$ 25 milhões da comunicação da Prefeitura de Macapá para financiar rede de fake news e autopromoção do ex-prefeito
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Por SELES NAFES, de Macapá (AP)

O ex-prefeito de Macapá, Antônio Furlan, foi alvo de mais uma operação da Polícia Federal na manhã desta terça-feira (26). Desta vez, a ofensiva denominada “Palanque Digital” investiga o suposto uso de dinheiro público da prefeitura em um esquema de produção massiva de conteúdo digital com objetivos político-eleitorais. Além de Furlan, ex-gestores municipais e comunicadores também foram alvos de mandados de busca e apreensão cumpridos em Macapá, Belém e Canela (RS). Ao todo, segundo a PF, foram expedidos 35 mandados.

Embora a Polícia Federal não tenha divulgado oficialmente os nomes dos investigados, o Portal SN confirmou que entre os alvos estão os comunicadores e influenciadores digitais como:

  • Edi dos Santos Souza, o “Soedi”
  • Jean Machado, o “Bambam News”
  • Jonatas Nascimento, o “O Fabuloso” dono da página Ispia Amapá
  • Huelton “Fuleirão”
  • Rodrigo Sales (alvo de busca em Belém e dono da página pseudo “SN”, em alusão ao Portal SelesNafes.Com)

Jonatas Nascimento, O Fabuloso

Radialista e blogueiro Bambam (News). Foto: Seles Nafes

Edi dos Santos

Rodrigo Sales, página SN

Entre os ex-gestores da prefeitura alvos da operação estão:

  • Antônio Furlan, ex-prefeito
  • Neto Furlan, irmão do ex-prefeito e ex-secretário de governo da PMM
  • Ivo Melo, ex-secretário de Gabinete Civil
  • Diego Santos, ex-secretário de Articulação)
  • Juarez Menescal, ex-secretário de Comunicação)

Diego Santos, ex-secretário de Articulação

Juarez Menescal, ex-secretário de Comunicação. Foto: Seles Nafes

O Portal SelesNafes.Com apura o envolvimento de outros comunicadores no esquema.

De acordo com a Polícia Federal, a investigação aponta que mais de R$ 25 milhões destinados à comunicação institucional da Prefeitura de Macapá teriam sido desviados da finalidade pública para financiar influenciadores digitais, páginas, veículos e empresas de comunicação voltados à promoção política, disseminação de desinformação e ataques a adversários.

“As investigações apontam que os valores destinados à comunicação pública da Prefeitura de Macapá teriam sido desviados de sua finalidade original para custear influenciadores digitais, veículos e empresas de comunicação para a divulgação de ações de caráter político-eleitoral”, informou a PF.

Os investigados poderão responder por crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e delitos eleitorais relacionados ao uso irregular de recursos públicos.

A Polícia Federal marcou para as 11h desta terça-feira uma entrevista coletiva na sede da Superintendência Regional, na zona norte de Macapá, para detalhar a operação.

Seles Nafes
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