Por OLHO DE BOTO, de Macapá (AP)
A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) anunciou nesta sexta-feira (19) a elucidação do assassinato de Jádson Luciano Trindade dos Santos, de 17 anos, ocorrido em 2 de abril deste ano, em Macapá. Em entrevista ao Portal SelesNafes, o delegado Paulo Moraes confirmou o cumprimento de um mandado de prisão preventiva contra um dos principais suspeitos do crime, considerado integrante do grupo responsável pela execução.
O investigado é Gleibson dos Santos Xisto, de 25 anos, conhecido pelos apelidos de “Raridade” e “Índio”. Ele já estava custodiado no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), onde cumpre pena desde novembro do ano passado pelos crimes de tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo. Agora, também responderá por homicídio qualificado.

Delegado Paulo Moraes: “toda investigação tem seu tempo e nenhum crime ficará impune”
Segundo as investigações, o assassinato foi motivado pela disputa entre organizações criminosas rivais. A DHPP apurou que Jádson integrava uma facção, mas teria migrado para um grupo adversário, circunstância que teria motivado a ordem para sua execução.
Na noite do crime, o adolescente foi atraído para a Avenida Vênus, em uma área periférica dominada pela facção Família Terror do Amapá (FTA). Assim que desceu da garupa de uma motocicleta, foi surpreendido por três criminosos e executado a tiros. Após o ataque, os autores ocultaram o corpo em um terreno baldio tomado pelo matagal. O cadáver foi encontrado por moradores apenas na tarde do dia seguinte.

Gleibson dos Santos Xisto, de 25 anos, o “Raridade”, teria participado da emoscada. Foto: Reprodução

Corpo foi encontrado no dia seguinte por moradores. Foto: Olho de Boto
De acordo com o delegado Paulo Moraes, a identificação de Gleibson exigiu um trabalho minucioso da equipe, que inicialmente possuía apenas os apelidos utilizados pelo suspeito. Ainda conforme a investigação, ele possui deficiência em um dos olhos e costumava utilizar as redes sociais para exibir armas de fogo, joias e outros símbolos associados ao poder exercido no tráfico de drogas no bairro Jardim Marco Zero.
A polícia também identificou o segundo participante do crime: Weverton Costa dos Santos, de 18 anos, conhecido como “W.S.”, primo de Gleibson. Ele morreu em março deste ano após um confronto armado com uma equipe da Força Tática da Polícia Militar na Avenida Estrela.
As investigações continuam para identificar e localizar o terceiro envolvido na emboscada. “A investigação tem o seu tempo, mas a resposta da DHPP mostra que nenhum crime fica impune”, afirmou o delegado Paulo Moraes.

