Por LEONARDO MELO, de Macapá (AP)
A Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos do Amapá tem registrado um aumento nos casos de denunciação caluniosa motivados por vingança. Um desses episódios terminou, nesta sexta-feira (10), com o indiciamento de um homem de 34 anos que acusou falsamente o ex-padrasto de furtar sua motocicleta. Segundo a investigação, o suspeito registrou um BO informando que sua motocicleta havia sido furtada pelo ex-marido de sua mãe. No decorrer das diligências, porém, a Polícia Civil constatou que a denúncia era falsa.
“Foram realizadas audiências, quebra de dados e, ao final, foi descoberto que se tratava de uma denúncia mentirosa realizada com o intuito de prejudicar o ex-padrasto por motivo de vingança. Ao ser interrogado, ele falou que queria se vingar porque sua mãe sofria violência doméstica”, explicou a delegada Katiúscia Pinheiro, titular da delegacia.
“Casos de violência doméstica devem ser denunciados para que o autor seja investigado, os fatos esclarecidos e ele responsabilizado por seus atos”, acrescentou.
Ao final da investigação, o proprietário da motocicleta foi indiciado pelo crime de denunciação caluniosa, que tem pena prevista de até 3 anos de prisão.

Há vários casos de denunciação caluniosa por furtos de veículos. Foto: Leonardo Melo/Portal SN
Outros casos
Segundo Katiúscia Pinheiro, outra situação recorrente envolve pessoas que vendem carros ou motocicletas e continuam recebendo multas porque o comprador não realizou a transferência do veículo.
“Os vendedores registram ocorrência de furto, o que também não é a via adequada. O certo é comparecer ao Detran e informar a venda do veículo e para quem foi vendido. Também há casos em que o veículo não foi totalmente quitado, e o ex-dono registra furto ou roubo. Isso pode levar à prisão injusta de pessoas que estejam transitando com o veículo. É muito grande o prejuízo moral para a pessoa presa com base em uma denúncia falsa”, alertou a delegada.
