Macapá (AP)
O prefeito interino de Macapá, Pedro Dalua (União), publicou neste domingo (13) um vídeo nas redes sociais em resposta à chegada do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ao Amapá. O parlamentar visita o Estado neste domingo e tem agenda prevista na capital. Dalua afirmou que a segurança de Nikolas está garantida pela Guarda Municipal e pela Polícia Militar, mas aproveitou a publicação para fazer críticas ao deputado, que chega para se associar ao grupo político do ex-prefeito Antônio Furlan (PSD), candidato ao governo do Estado.
Nikolas havia afirmado nas redes sociais que um evento realizado pelo prefeito teria sido marcado “de última hora” em frente ao novo local divulgado para sua agenda. “O desespero da esquerda e cia bateu: o PREFEITO de Macapá marcou de última hora um evento em frente ao novo local que divulgamos”, escreveu o deputado. Dalua contestou a versão e afirmou que o evento havia sido marcado um dia antes do anúncio da vinda de Nikolas ao Amapá, portanto não teria sido organizado como reação à agenda do parlamentar.
Na publicação, Dalua também ironizou a chegada do deputado ao Estado. “O ‘anjinho’ deve chegar nesta tarde, no jatinho de Vorcaro, para tentar interferir na eleição estadual. Ele é livre para ir e vir. E eu, como sou acostumado a responder mentiras mostrando a verdade, deixo aqui os fatos. Contra provas, não há discurso ensaiado que se sustente”, escreveu o prefeito interino, encerrando a mensagem com a hashtag #PaiDaMentira.
Em outro trecho, Dalua acusa Nikolas de estar vindo ao Amapá para se aliar a integrantes ligados a facções criminosas, numa referência ao grupo político de Furlan.
A declaração ocorre em meio a investigações eleitorais envolvendo aliados de Furlan. O TRE-AP cassou o diploma do suplente de vereador Luanderson Alves, o “Caçula”, e o declarou inelegível por oito anos após o Ministério Público Eleitoral apontar benefício eleitoral decorrente do domínio territorial da FTA. A candidatura havia recebido apoio do então prefeito Furlan. Caçula também foi alvo da Operação Herodes, da Polícia Federal, que investigou suspeitas de crimes eleitorais e organização criminosa.
