Por OLHO DE BOTO, de Macapá (AP)
Três homens investigados pela morte de Estevam Carvalho Bandeira, assassinado a golpes de faca na noite de 9 de março deste ano, foram presos preventivamente nesta quarta-feira (23) por equipes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Macapá.
A investigação, conduzida pelo delegado José Mário Carneiro, aponta que Estevam foi encurralado por pelo menos dois homens e atacado dentro do Conjunto Residencial São José, na zona sul da capital.
Durante as diligências realizadas logo após o crime, os investigadores encontraram um aparelho celular que teria sido perdido por um dos envolvidos na execução. Com autorização judicial, o aparelho foi submetido a perícia, e a análise do conteúdo permitiu à polícia avançar na identificação dos suspeitos.

Perícia no aparelho levou a polícia aos investigados. Fotos: divulgação
Segundo a DHPP, as informações obtidas a partir da quebra do sigilo telefônico e telemático apontaram Fernando Conceição Rocha, conhecido como Fernandinho, como o suposto mandante do assassinato. De acordo com a investigação, ele seria uma liderança da facção Família Terror do Amapá (FTA) e teria ordenado a execução.
Fernando já estava preso no Iapen por tráfico de drogas quando foi interrogado pelos investigadores. Segundo o delegado, ele negou ter sido o mandante, mas admitiu que estava no local no dia do crime e que chegou a descer para verificar o corpo.
Ainda conforme a investigação, os outros dois presos são Guilherme Barbosa, o Cacique, e Halerrandro Cauã, conhecido como Japa. Eles são apontados como os executores.
Em depoimento, segundo José Mário, os dois teriam confessado participação no crime. A investigação aponta que Guilherme teria derrubado a vítima com uma rasteira, enquanto Japa teria participado diretamente dos golpes de faca.
“A gente conseguiu a quebra do sigilo telefônico de um deles e conseguimos rastrear toda a conversa do Fernando, toda a ordem para executá-lo”, relatou o delegado.

Polícia rastreou conversas e chegou aos envolvidos
A polícia também descartou, até o momento, a hipótese de latrocínio. Estevam estaria com uma quantia em dinheiro que desapareceu após o crime, mas, segundo a DHPP, os investigadores não encontraram elementos que indiquem que o assassinato tenha sido cometido para roubar a vítima.
A DHPP informou ainda que pode haver outras pessoas envolvidas, mas essa possibilidade continua sendo investigada. Por enquanto, os elementos reunidos apontam para Fernando como suposto mandante e Guilherme e Halerrandro como executores.
Com as prisões, os três permanecem à disposição da Justiça.

