Por IAGO FONSECA, de Macapá (AP)
O candidato ao governo do Estado, Antônio Furlan (PSD), votou na manhã deste domingo (4) na Escola Estadual Professora Raimunda Virgolino, no bairro Pedrinhas, zona sul de Macapá. Furlan chegou ao colégio eleitoral por volta das 8h40 acompanhado de familiares e apoiadores políticos, otimista com o resultado das urnas, mesmo diante da incerteza sobre o resultado após o Ministério Público Eleitoral pedir ao Tribunal Superior Eleitoral que os votos dele apareçam como “anulados sub judice”. O pedido ainda não foi julgado.
“O povo do Amapá está diante de uma decisão entre modelos de gestão. Estou muito confiante. O sentimento e a expectativa são de mais uma vitória no primeiro turno”, declarou o candidato logo após registrar seu voto. A candidata à vice-governadoria com Furlan, Luciana Gurgel (PL), não acompanhou a equipe, ao contrário da tradição em dias de eleição majoritária.

Furlan chegou por volta das 8h40 em escola nas Pedrinhas…Fotos: Iago Fonseca

…conversou com eleitores na fila da seção
A votação de Furlan ocorre em meio a uma disputa acirrada nas urnas, evidenciada pela última pesquisa de intenção de voto divulgada no sábado (3) pela Quaest, que apontou um cenário de empate técnico no limite da margem de erro na reta final da campanha, com o candidato recuando para 50% das intenções de voto contra 45% do atual governador e candidato à reeleição, Clécio Luís.
O comparecimento dos eleitores às urnas foi visto como positivo pelo candidato, que mantém a expectativa de vitória no primeiro turno após a contagem oficial.

Confirmando identificação com os mesários
Votos ‘nulos subjudice’
Além das urnas, Furlan enfrenta uma batalha jurídica para manter a candidatura de pé. O julgamento do pedido de indeferimento da candidatura de Furlan no TSE começou em 24 de setembro. O relator, ministro Dias Toffoli, votou pelo indeferimento sob a justificativa de que o candidato está inelegível por ter renunciado ao cargo de prefeito de Macapá um dia após representação na Câmara Municipal que pedia investigações contra ele.
A acusação decorre da apuração sobre crimes de desvio e fraude na obra do Hospital Geral Municipal, apontados pela Operação Paroxismo, da Polícia Federal. A análise foi suspensa após pedido de vista do ministro André Mendonça.
