Por LEONARDO MELO
Segundo maior colégio eleitoral do Amapá, o município de Santana, a 17 km de Macapá, com 86.030 eleitores, elegeu dois deputados federais e dois deputados estaduais nas eleições deste ano. O resultado mantém o município com representação na bancada estadual, mas fica abaixo do período em que a cidade chegou a contar com cinco deputados estaduais com mandato.
Na disputa para a Câmara dos Deputados, Santana conseguiu eleger Josenildo Abrantes (PDT), com 26.452 votos, e Professora Marcivânia (PCdoB), que obteve 17.913 votos. A disputa eleitoral também teve a participação de Bena Rocha (PP), irmã do atual prefeito Bala Rocha, que recebeu 10.981 votos, mas não conseguiu uma das vagas para a Câmara Federal.
Na disputa pela Assembleia Legislativa do Amapá, Socorro Nogueira (PT) foi a mais votada entre os candidatos ligados eleitoralmente ao município, com 9.253 votos, seguida por Coronel Flexa (Republicanos), com 8.098 votos. Jory Oeiras (Republicanos) obteve 7.977 votos e ficou como 1º suplente.
O retrospecto negativo fica por conta de nomes conhecidos que não tiveram sucesso. É o caso do ex-prefeito de Santana, Ofirney Sadala (União Brasil) que recebeu 4.778 votos e também não conquistou uma cadeira, ficando na suplência. A ex-deputada Roseli Matos (União Brasil) teve 3.477 votos e também não foi eleita.
Representatividade e comparativo
Na legislatura iniciada em 2015, após as eleições de 2014, o município chegou a ter cinco deputados estaduais com mandato: Mira Rocha, Roseli Matos, Jory Oeiras, Edna Auzier e Charles Marques.
A diferença evidencia a redução da presença de parlamentares ligados a Santana na Assembleia Legislativa ao longo dos anos.
O desempenho dos candidatos de Santana nas urnas mostra que o tamanho do eleitorado nem sempre se converte na mesma proporção em representação política.
