Macapá (AP)
O Governo do Amapá mantém articulações com a Petrobras e a Transpetro para viabilizar a implantação de uma base logística no estado, voltada ao apoio de futuras operações de petróleo na Margem Equatorial. Em dezembro de 2025, foi formalizado um memorando de entendimento com a Transpetro para estudos de infraestrutura. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, reforçou a possibilidade de estruturas logísticas no Amapá e no Pará, após repercussão de notícias que apontavam Belém como base de apoio às operações da companhia.
A declaração foi publicada na noite de sábado (10), quando Magda esclareceu que a referência ao Pará não significava a exclusão do Amapá do planejamento logístico. As tratativas com o estado começaram em 2025, com visitas técnicas, reuniões e avaliações sobre possíveis estruturas marítimas e logísticas. Em novembro daquele ano, o presidente da Transpetro, Sérgio Bacci, esteve no Amapá com uma equipe técnica para avaliar alternativas de implantação de uma base.
Segundo o presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá, Wandenberg Pitaluga Filho, o estado vem trabalhando para atrair investimentos e se preparar para as oportunidades do setor. A agenda inclui articulações com empresas, participação em eventos internacionais e nacionais, além de iniciativas de preparação ambiental e diálogo com comunidades indígenas. O governo também acompanhou o licenciamento federal conduzido pelo Ibama e ações voltadas à prevenção e resposta a emergências.

Declaração da presidente da Petrobras reforça possibilidade de estruturas logísticas no Amapá e no Pará
O interesse na estrutura logística ganhou força com os avanços na exploração de petróleo na costa amapaense. Em agosto de 2026, a Petrobras anunciou a descoberta de petróleo no poço Morpho, e, em outubro, divulgou uma segunda zona com presença de petróleo. Em setembro, o Ibama autorizou a perfuração de três novos poços exploratórios no bloco FZA-M-59: Manga, PAD-Morpho e Crotalus. Os resultados ainda dependem de avaliações técnicas, e as descobertas não confirmam, por enquanto, a viabilidade comercial nem autorizam o início da produção.
Wandenberg afirma que o objetivo é assegurar a participação do Amapá nas oportunidades da cadeia de petróleo e gás, sem transformar as tratativas em disputa com o Pará. O memorando com a Transpetro representa uma etapa formal de cooperação, mas não garante a construção da base logística. A expectativa do governo é avançar nos estudos e nas negociações para atrair investimentos, gerar empregos e fortalecer a economia local. Segundo o dirigente, o desenvolvimento do estado deve estar acima de disputas políticas, com diálogo e defesa dos interesses amapaenses.
