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A poluição sonora continua liderando as ocorrências em Macapá. Só em fevereiro, último mês com estatísticas prontas, 85 mil denúncias foram recebidas pelo Batalhão Ambiental. A maioria das reclamações vem de pessoas que moram perto de boates, bares e igrejas, sem contar os carros de som. A Promotoria de Meio Ambiente de Macapá (Prodemac) e outros órgãos propõem um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) para viabilizar a destruição imediata de equipamentos de som e a apreensão de veículos que estejam abusando do volume.

De acordo com o Batalhão Ambiental, o número de ocorrências de poluição sonora gira entre 55 mil e 75 mil por mês. O BA ressalta que não existem pontos específicos de ocorrências. Na verdade a cidade toda sofre com o problema.

No mês passado a Delegacia de Meio Ambiente realizou operação no Centro de Macapá

No mês passado a Delegacia de Meio Ambiente realizou operação no Centro de Macapá

“Fizemos um mapa dessas denúncias e destacamos em pontos vermelhos onde se localizam as ocorrências. Percebemos que a cidade toda esta no vermelho. É um problema de abrangência estadual que deve ser minimizado com maior rigor nas fiscalizações”, destacou o tenente coronel Ridson Brito, do Batalhão Ambiental.

Os locais que apresentam uma pequena diferença em relação ao restante da cidade são os Bairros Santa Inês, Cidade Nova, Congós e o Distrito de Fazendinha. Segundo os moradores que convivem com o problema, a situação esta insuportável.

“Todos os dias a partir das quatro horas da madrugada eu não consigo mais dormir. Já passei vários dias sem descansar porque os carros de som possuem um volume absurdo. É preciso fazer alguma coisa”, reclamou o morador do Bairro Santa Inês, Artur Campos.

Para a Delegacia do Meio Ambiente (Dema) não existe um efetivo da policia que dê conta do problema. Uma solução apontada é a destruição dos aparelhos de som.

O Ministério Público entrou na luta contra a poluição sonora

O Ministério Público entrou na luta contra a poluição sonora

“Na reunião do mês passado pontuamos algumas coisas e estamos preparando um trabalho para o prazo de 60 dias. Será uma força tarefa para combater massivamente o problema na cidade”, frisou o titular da Dema, Savio Pinto.

A Prodemac determinou que os trapiches da orla, com exceção do Eliezer Levy, serão usados apenas para carga e descarga de produtos e pessoas por meio de veículos. Ficou direcionado que a CTMac terá o prazo de 60 dias, a partir do mês que vem para sinalizar a orla com placas de proibição de sons acima de 60 decibéis. Assim como, operações conjuntas a cada 15 dias e os equipamentos apreendidos que, antes retornavam aos seus donos, serão destruídos a partir do próximo mês.

 

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