Denúncia contra Kássio chega à justiça

Ele foi denunciado por feminicídio com motivo torpe, meio cruel e sem chance de defesa
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SELES NAFES

O Ministério Público do Estado ofertou denúncia contra o soldado da Polícia Militar do Amapá, Kássio de Mangas dos Santos, de 29 anos, por feminicídio, crime que ocorre pelo fato de a vítima ser mulher. Ele continua preso no Centro de Custódia do Zerão, pelo assassinato da ex-companheira e também policial, Emily Karine Monteiro, de 30 anos.

A denúncia, assinada pelos promotores Eli Pinheiro e Iaci Pelaes, começa com a cópia de um texto escrito por Emily em seu caderno, onde ela manifesta o desejo de ser mais livre para viajar, fazer cursos e realizar outros sonhos.

A denúncia também aborda as conclusões do laudo necroscópico. A policial foi morta com quatro disparos de pistola Ponto 40, sendo que dois deles foram fatais. Um projetil atingiu a cabeça da vítima e outro o peito perfurando um dos pulmões. Ela morreu de choque hemorrágico.

A cabo Emily Karine estava deitada na cama quando foi surpreendida pelos tiros. Foto: reprodução/rede social

No entanto, o laudo diz que uma testemunha afirmou que houve um intervalo prolongado entre o terceiro e o quarto tiro, o que demonstraria, em tese, que o policial tinha a intenção de alongar o sofrimento da vítima.

Além disso, o laudo diz que Emily Karine estava deitada na cama quando foi surpreendida pelos tiros. No dia 12 de agosto, Dia dos Pais, por volta das 17h30min, Kássio de Mangas chegou à vila de quitinetes que o casal dividiu por 1 ano e meio. Emily estava sozinha.

Ele não teve dificuldades para entrar na propriedade em função da amizade com a família da vítima. Nos autos do inquérito consta que o policial chegou a ligar para a mãe da dela informando que os dois haviam terminado o romance, mas que estava tudo bem. O soldado também teria aceitado a ajuda financeira de Emily para que ele alugasse um novo imóvel para morar.

Kássio de Mangas deixa a quitinete depois do crime segurando uma arma

Ele continua preso no Centro de Custódia

Depois do assassinato, Kássio de Mangas fugiu no carro da vítima e só se apresentou dois dias depois. Ele acabou sendo preso preventivamente por ordem da justiça e a pedido da delegada Sandra Dantas, que investigou o caso.

Na denúncia, Kássio de Mangas foi enquadrado por feminicídio agravado com motivo torpe, sem chance de defesa e meio cruel.

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