No AP, criador da urna eletrônica diz que aparelho não pode ser hackeado

Giuseppe Janino é secretário de Tecnologia do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
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ANDRÉ SILVA

Um dos criadores da urna eletrônica brasileira foi um dos palestrante em evento que reuniu jornalistas e agentes da sociedade civil, na tarde desta quarta-feira (12), no plenário do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Giuseppe Janino disse que, sem a mão do homem, o processo eleitoral se tornou mais rápido e sem fraudes.

O seminário foi voltado para a atualização de informações quanto a regras que já estavam valendo e para as que passam a valer nas eleições de 2018.

O palestrante, gaúcho de 58 anos, que é secretário de Tecnologia do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), destacou a mudança que a urna eletrônica provocou no processo eleitoral brasileiro. Uma delas foi o tempo.

“Tínhamos eleições que levavam até duas semanas para se obter o resultado e, quando você o tinha, era sempre acompanhado de muita suspeição. Justamente porque ali estavam inseridas muitas fraudes, facilitadas pela intervenção do homem”, afirmou Janino.

Um dos grandes desafios do TSE, segundo o secretário, são os mitos quanto a uma suposta fragilidade do equipamento. Um dos principais argumentos dos críticos é o de que a urna pode ser invadida por hackers.

“Esse é o primeiro e grande mito. O hacker que invade o FBI e a Nasa, invadiria a urna? Isso é um mito. Porque a urna não está na internet. Ela não está ligada a nenhum dispositivo de rede. Ela é um dispositivo isolado, o que é um requisito de segurança”, assegurou o secretário.

Evento no TRE tratou sobre mudanças nas eleições. Fotos: André Silva

Além de não ser ligado à internet, o equipamento ainda passa por um rigoroso processo de segurança que vai desde o acompanhamento da produção do software, desenvolvido pela equipe do TSE, até a blindagem desses programas e a verificação deles, já instalados nas urnas que serão usadas no processo.

“Para assegurar-se de que ele não foi adulterado”, finalizou.

Além do Brasil, mais 25 países usam a tecnologia semelhante a da urna eletrônica. Entre os locais onde há o voto eletrônico, estão onze estados norte-americanos.

 A urna eletrônica foi usada pela primeira vez nas eleições municipais de 1996, em 57 municípios brasileiros. De lá pra cá, o aparelho passou por muitas transformações como no peso, que de 12 kg passou para 9kg, e o tamanho que é 20% menor que da primeira versão.

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