Jozi segue foragida e juiz nega domiciliar a advogado preso pela PF

Defesa alega que prisão não tem justificativa. MPF deu parecer contrário
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Por SELES NAFES

O juiz Jucélio Neto, da 1ª Vara Federal do Amapá, decidiu retirar o sigilo do inquérito que originou a “Operação Sindicus”, da Polícia Federal e Ministério Público Federal, e negou habeas corpus a um dos presos, o advogado José Carneiro Leite. A ex-deputada federal Jozi Araújo (Podemos) continua foragida.

 Dos sete investigados, quatro estão presos e três são considerados foragidos, entre eles, a ex-deputada o pai dela. O grupo é acusado de criar sindicatos fantasmas para fraudar a eleição e controlar a Federação das Indústrias (Fieap), além de desviar mais de R$ 300 mil em contribuições sindicais, entre 2013 e 2017.

Este ano, segundo as investigações, o grupo estaria articulando a retomada da federação depois que Jozi não conseguiu se reeleger. Ela pode ter o nome incluído na lista de difusão vermelha da Interpol junto com o pai.

Já o advogado José Carneiro Leite alegou que a Penitenciária do Amapá não possui “sala de estado maior” para que ele possa ficar preso preventivamente. Ele está numa cela do Pavilhão F1 destinada a presos com nível superior. Além disso, a defesa argumenta que não há indícios para justificar a prisão.

Jozi Araújo pode ter nome na lista vermelha da Interpol. Fotos: Arquivo/SN

O MPF deu parecer contrário pela prisão domiciliar, afirmando que o advogado tem “papel de destaque na organização criminosa”.

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