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    Crise Waiãpi: MPF evita o termo “homicídio” para definir morte de cacique

    Pela primeira vez, oficialmente, grupo de gerenciamento de crise formado pelo MPF diz que não há indícios de invasão
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    Por MARCO ANTÔNIO P. COSTA

    Na tarde desta segunda-feira (29) O Ministério Público Federal concedeu entrevista coletiva para detalhar os resultados preliminares das diligências feitas pelas equipes da Polícia Federal (PF) e do Batalhão de Operações Especiais (Bope) na área indígena Waiãpi, no município de Pedra Branca do Amapari, região central do Amapá.

    “Não é que a informação é falsa ou verdadeira, mas não confirmamos indícios de presença não indígena nos locais onde as lideranças indígenas nos levaram. As equipes enviadas são extremamente capacitadas para analisar o terreno e encontrar evidências”, informou o procurador do MPF, Rodolfo Lopes.

    O MPF informou que os indígenas reafirmaram para as equipes a existência da invasão de sua área, e que esta suspeita não está descartada, mas que, à priori, não foi possível confirmar a denúncia feita pelos indígenas.

    As equipes contaram com cerca de 25 agentes, entre policiais federais e policiais militares do Bope. Outro elemento a ser elucidado é qual o raio que as equipes de busca conseguiram alcançar com os 25 agentes e sem cobertura aérea, dado que ainda está sendo computado pelas equipes.

    Procuradora Ivana Cei (MPE), procurador da República, Rodolfo Lopes (MPF), e representante da Funai que não responderia perguntas dos jornalistas. Fotos: Marco Antônio P. Costa

    As investigações irão continuar e, se necessário, novas diligências não estão descartadas, inclusive com o apoio de helicópteros e drones, segundo informou o Gabinete de Gerenciamento de Crise (GGC). O gabinete é formado pelo MPF, PF, Ministério Público do Amapá, Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Amapá (Sejusp), Exército e Funai.

    Emyra Wayãpi

    A morte do cacique Emyra Wayãpi foi confirmada, mas o procurador evitou usar o termo homicídio. Ao ser perguntado sobre a veracidade da informação de que o corpo seria exumado para passar por uma processo de autópsia, uma perícia forense, o mesmo informou não ter a informação e que isso ficará a cargo dos peritos e das autoridades competentes deste quesito.

    Emyra Wayãpi tinha 68 anos e seu corpo foi encontrado na terça-feira (23) às margens de um igarapé com sinais de violências em várias partes do corpo, violência efetuada à partir de material perfuro-cortante, provavelmente uma faca.

    MPF que nova diligências poderão ser feitas

    Funai

    A representação da Fundação Nacional do Índio (Funai) esteve presente na coletiva de imprensa, mas logo no início da entrevista o procurador do MPF informou que a Funai não poderia responder à perguntas e questionamentos e que toda e qualquer declaração do órgão será feito exclusivamente através da assessoria de comunicação nacional do órgão à partir de Brasília-DF.

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