De Macapá (AP)
A Operação Paroxismo, que hoje afastou o prefeito de Macapá, Antônio Furlan, é uma investigação da Polícia Federal sobre um suposto esquema de fraude em licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro envolvendo a construção do Hospital Geral Municipal de Macapá, obra contratada por R$ 69,3 milhões em maio de 2024.
Segundo a PF, há indícios de que agentes públicos e empresários teriam manipulado o processo licitatório para favorecer empresas, com posterior desvio de verbas e ocultação de valores por meio de saques em espécie e movimentações financeiras suspeitas.

Prefeito Antônio Furlan é citado nas apurações que investigam contrato milionário, suspeita de fraude em licitação e movimentação de dinheiro em espécie. Fotos: Ascom/PMM
Um dos episódios centrais da investigação mostra o motorista pessoal do prefeito sendo flagrado recebendo uma sacola cheia de dinheiro logo após um saque bancário.
O empresário Rodrigo Queiroz foi preso na primeira fase da operação, acusado de alimentar o esquema de corrupção.
A operação já cumpriu mandados de busca e apreensão e apura crimes como corrupção, peculato, fraude em licitação e lavagem de dinheiro.
