Tribunal de Justiça do Amapá cria mais uma vaga de desembargador

Novo magistrado deve auxiliar na velocidade dos julgamentos de segundo grau
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Por SELES NAFES, de Macapá (AP)

O pleno administrativo do Tribunal de Justiça aprovou nesta quarta-feira (4), por unanimidade, a criação de mais uma vaga para desembargador, a 10ª. No início de fevereiro, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) já tinha aprovado um anteprojeto de lei do TJAP, a ser encaminhado para a Assembleia Legislativa, abrindo espaço para uma nova cadeira na corte.

O anteprojeto de lei altera um dispositivo de 2002 que normatiza a organização dos quadros de pessoal e planos de carreira do Judiciário. De acordo com o relatório lido hoje pelo presidente do TJAP, desembargador Jayme Ferreira, apesar da produtividade do Judiciário amapaense, há um desequilíbrio quando os processos saem da primeira instância e chegam ao tribunal.

O primeiro grau alcança 100% (de metas alcançadas), mas o segundo grau permanece em 69%, configurando um gargalo permanente que justifica a ampliação pontual do colegiado”, comentou o chefe do Judiciário do Amapá.

Ele lembrou que a Lei Orgânica da Magistratura proíbe a convocação recorrente e provisória de juízes de primeira instância para compor colegiados de segundo grau, uma espécie de improviso na formação das turmas julgadoras.

O novo gabinete de desembargador custará, de acordo com o próprio TJAP, mais de R$ 4 milhões por ano aos cofres públicos. No entanto, as despesas com a abertura da vaga serão absorvidas e representarão, segundo o presidente, um ganho com a redução do tempo de espera para julgamentos.

O merecimento será o critério para a escolha do próximo desembargador, ou seja, sairá do quadro de juízes o nome do próximo magistrado de segunda instância.

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