Ex-gestora da Macapaprev ajuíza 30 ações contra o órgão 1 mês após saída

Kamila e Leivo são marido e esposa e comandavam a Macapaprev: prefeitura ingressou com duas notícias crime e duas representações na OAB contra Kamila Costa
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Por SELES NAFES, de Macapá (AP)

Menos de um mês após ser desligada da Macapaprev, a advogada Kamila Rodrigues, ex-controladora adjunta e esposa do ex-presidente do instituto, Leivo Rodrigues, ajuizou nada menos que 30 ações judiciais contra o antigo local de trabalho. O caso, visto pela prefeitura como infração ética e tentativa de intimidação, foi parar no Ministério Público e na OAB. Procurado pelo Portal SN nesta quarta-feira (15), o escritório onde ela é associada se pronunciou. A advogada Kamila Brenda dos Santos é alvo de duas notícias-crime no MP e duas representações na OAB que apontam desde possível conflito de interesses até o uso do Judiciário como instrumento de retaliação.

Kamila atuou na Macapaprev até o início de março, período que coincide com a deflagração da Operação Paroxismo e o afastamento do prefeito Antônio Furlan (PSD), investigado por suspeitas de fraude e desvio de recursos na obra do Hospital Municipal de Macapá. Ainda no mesmo mês, passou a representar empresas em ações contra o instituto. VEJA AQUI A QUANTIDADE DE PROCESSOS

De acordo com uma das peças apresentadas ao Ministério Público, a advogada teria assumido o patrocínio de empresas como a One Premium Representações Comerciais e a TGE Serviços e Transportes em processos contra a Macapaprev dias após deixar o cargo.

Informações privilegiadas

As representações apontam possíveis práticas de “patrocínio infiel” e “quebra de lealdade”, sob a alegação de uso de informações privilegiadas obtidas durante sua atuação no órgão para subsidiar as ações. Também é mencionada a hipótese de “assédio processual”, caracterizada pela quantidade de ações protocoladas em curto espaço de tempo.

Parte dos 30 processos movidos em menos de 1 mês

As representações e notícias crimes são assinadas pelo porta-voz da Prefeitura de Macapá, Renivaldo Costa, que classifica a atuação como possível caso de “patrocínio infiel e tergiversação”, por suposta atuação contra interesses que anteriormente defendia. Uma das notícias-crime também levanta a hipótese de denunciação caluniosa, ao apontar que ações judiciais teriam sido propostas com imputação de crimes a pessoas que a advogada saberia serem inocentes.

Segundo a denúncia, há ainda indícios de crimes como advocacia administrativa e possível associação criminosa, que deverão ser apurados pelas autoridades competentes.

Kamila e o marido comandavam a Macapaprev

Procurado pelo Portal SelesNafes.Com, o escritório do advogado Leivo Rodrigues, onde Kamila atua, contestou as acusações e afirmou que todas serão esclarecidas judicialmente.

“Tudo será provado que se trata de uma denunciação caluniosa. Isso será provado em juízo. O escritório jamais demandou contra a Macapaprev e o Município de Macapá enquanto a titular estava nomeada no órgão”, informou.

A defesa também declarou que medidas judiciais já estão sendo adotadas em razão de declarações feitas pelo prefeito em exercício, Pedro Dalua, que na Câmara afirmou que R$ 200 milhões foram roubados da Macapaprev durante a gestão Furlan.

Seles Nafes
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