Por SELES NAFES, de Macapá (AP)
A ex-deputada federal Sílvia Waiãpi foi informada nesta segunda-feira (20) de que não poderá disputar as eleições deste ano pela legenda e reagiu com duras críticas ao ex-prefeito afastado Antônio Furlan (PSD). Ela acusou o partido de praticar racismo estrutural, enquanto integrantes da sigla apresentaram outra versão para sua exclusão da nominata.
A relação de candidatos foi apresentada no domingo (19), durante uma reunião entre dirigentes e coordenadores da campanha de Furlan ao Governo do Estado. O partido também deve indicar o candidato a vice-governador, cargo que, até o momento, deverá ser ocupado pela esposa do deputado federal Vinicius Gurgel.
Ao ser informada de que seu nome não integraria a nominata, Sílvia confrontou o pastor Gesiel Oliveira, um dos coordenadores responsáveis pelo anúncio.
“Apresentei todas as certidões negativas. Isso é racismo estrutural. Ele (Furlan) não é brasileiro. É porto-riquenho e também responde a inúmeros processos que ainda não transitaram em julgado. Preferem dar direito (de concorrer) a um homem que não é brasileiro do que dar direitos a uma mulher indígena”, afirmou.
O Portal SelesNafes.Com tenta contato com a coordenação do partido para obter um posicionamento sobre as declarações da ex-deputada.
Sílvia Waiãpi perdeu o mandato após a recontagem dos votos das eleições de 2022, determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento das chamadas sobras eleitorais.
Posteriormente, ela foi condenada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) por desvio de recursos do fundo eleitoral destinados ao pagamento de um procedimento de harmonização facial.
