Macapá (AP)
Uma empresa contratada pela gestão do ex-prefeito Antônio Furlan (PSD) está sendo cobrada por prestadores de serviço e voltou ao centro das atenções nesta quarta-feira (29). Proprietários de caminhões-caçamba protestaram em frente à Prefeitura de Macapá para exigir o pagamento de faturas em atraso da Top Construções e Serviços Ltda., empresa que também é investigada pela Polícia Federal por um pagamento de R$ 2,6 milhões realizado pela administração municipal.
Os manifestantes afirmam que realizaram os serviços contratados pela empresa, mas ainda não receberam pelos valores devidos. Segundo eles, a inadimplência tem causado prejuízos financeiros e comprometido a continuidade das atividades.

Manifestantes exigem pagamento por serviços já executados
A Top Construções passou a ser investigada após receber cerca de R$ 2,6 milhões poucas horas depois do afastamento cautelar de Antônio Furlan e do então vice-prefeito Mário Neto, em março deste ano. A transferência integra a apuração da Polícia Federal sobre possíveis irregularidades na aplicação de recursos públicos da Prefeitura de Macapá.
Outro ponto observado pelos investigadores é o perfil da empresa. A filial em Macapá foi aberta em janeiro de 2026 e tem como atividade econômica principal registrada na Receita Federal o comércio varejista de artigos de papelaria, embora também mantenha cadastro para atuar em áreas como engenharia, obras, locação de máquinas e outros serviços.

Empresa recebeu R$ 2,6 milhões em pagamento sob apuração da PF
A investigação integra a operação da Polícia Federal que resultou no afastamento cautelar de Antônio Furlan e Mário Neto por decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal. Posteriormente, o afastamento do vice-prefeito foi prorrogado por prazo indeterminado, atendendo a pedido da corporação.
Até a publicação desta reportagem, a Top Construções não havia se manifestado sobre a cobrança dos caçambeiros. A Prefeitura de Macapá também não havia divulgado posicionamento sobre o protesto. A empresa não é acusada criminalmente no caso, e os fatos relacionados ao pagamento milionário seguem sob investigação da Polícia Federal.
